Apelação em Bolonha decide hoje caso de Aurora Tila; ex-namorado confessou empurrão do 7º andar em Piacenza

Sentença de apelo hoje em Bolonha no caso de Aurora Tila, 13 anos, morta ao cair do 7º andar em Piacenza; ex-namorado confessou o empurrão.

Apelação em Bolonha decide hoje caso de Aurora Tila; ex-namorado confessou empurrão do 7º andar em Piacenza

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Apelação em Bolonha decide hoje caso de Aurora Tila; ex-namorado confessou empurrão do 7º andar em Piacenza

Em audiência na Corte d'Appello de Bolonha, aguarda-se para hoje a sentença de apelo contra o jovem acusado pelo omicídio de Aurora Tila, a menina de 13 anos que morreu ao precipitar-se do sétimo andar de um prédio em Piacenza em 2024. No início do recurso, há dois meses, o réu — então menor — teria assumido a responsabilidade com a frase: "Eu a empurrei, fui eu".

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Em primeira instância, o tribunal de menores condenou o jovem a 17 anos de reclusão. A sessão de hoje pode confirmar, agravar ou atenuar essa pena, após o exame de elementos sobre sua conduta durante a detenção e do relatório comportamental recentemente juntado aos autos.

Na audiência compareceu Morena, mãe de Aurora, acompanhada de seus advogados. "Sempre soube que foi ele, quer redução de pena mas ninguém me devolverá minha filha", declarou ao término da última sessão, após ouvir a confissão do jovem e seu pedido de desculpas à família.

O réu encontra-se no estabelecimento penal juvenil de Catanzaro. Relatórios indicam que, em outras unidades, teria praticado infrações durante a custódia. Segundo fontes judiciais, participa atualmente de um percurso psicoterapêutico que, em julho, teria culminado na confissão formal.

Os juízes precisam ponderar essas circunstâncias ao fixar a pena. A acusação baseou-se, entre outros elementos, em mensagens com tom ameaçador e possessivo enviadas ao longo da relação, e em relatos de testemunhas. A motivação da sentença de primeiro grau enfatiza o padrão de stalking e ciúme patológico: os magistrados, sob a presidência de Gaetano Scaduti, consideraram crível o depoimento da vítima quando ela buscava orientação em inteligência artificial — consultando o ChatGPT sobre como distinguir um amor verdadeiro de um relacionamento tóxico e se deveria terminar a relação.

Consta nos autos que, na véspera do crime, o acusado teria declarado a um amigo o desejo de matar a adolescente — informação trazida por um companheiro de cela ouvido como testemunha. O jovem também teria levado consigo um objeto perfurante, um chave de fenda, apreendido pela polícia.

Mensagens como "Amanhã última volta, poi mai più" e "Ti prometto che dopo l'uscita di venerdì non ti cercherò mai più" foram qualificadas pelos magistrados como de tom sinistro. A sentença de primeira instância descreve que, paradoxalmente, Aurora teria aceitado o encontro final na tentativa de dissipar o clima de ódio gerado pela decisão de terminar a relação, enquanto o réu já teria decidido executar o plano homicida.

Nas motivações também se destaca a ausência, segundo os juízes, de sinais claros de arrependimento ou piedade por parte do condenado. A Corte de Apelo avaliará hoje a peça de recurso, os relatórios de comportamento carcerário e os elementos probatórios que sustentaram a condenação inicial.

Apuração in loco, cruzamento de fontes judiciais e análise dos autos apontam para uma decisão que pode reforçar a mensagem judicial contra crimes de violência de gênero e contra menores. A sentença será acompanhada de perto pela família, pela defesa e por observadores judiciais.

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