Mãe revela que Martina pedia conselhos ao ChatGPT antes da morte; depoimento detalha episódios de violência

Mãe de Martina diz que a filha pedia conselhos ao ChatGPT e relata duas ocorrências de violência envolvendo Alessio Tucci antes do crime.

Mãe revela que Martina pedia conselhos ao ChatGPT antes da morte; depoimento detalha episódios de violência

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Mãe revela que Martina pedia conselhos ao ChatGPT antes da morte; depoimento detalha episódios de violência

Em depoimento prestado nesta quinta-feira, Fiorenza Cossentino, mãe de Martina Carbonaro, a adolescente de 14 anos assassinada pelo ex-namorado e confesso autor do crime, Alessio Tucci, afirmou que só soube após a morte da filha que Martina consultava a inteligência artificial — em particular o ChatGPT — em busca de orientações sobre como gerir a relação com Alessio Tucci.

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O depoimento, colhido no âmbito da investigação em curso, traz elementos diretos sobre a dinâmica do vínculo entre a vítima e o agressor, e sobre a rotina digital da adolescente. Segundo Fiorenza, as conversas com o ChatGPT serviam para que Martina buscasse conselhos práticos sobre o relacionamento.

Além da menção ao uso de ferramentas digitais, a mãe relatou ter tomado conhecimento de apenas dois episódios que classificou como comportamentos violentos por parte de Tucci. O primeiro aconteceu em 23 de maio de 2025, poucos dias antes do homicídio: uma bofetada que foi comunicada a Fiorenza pela filha. "Venni a conoscenza di questo schiaffo", disse a mãe no depoimento, acrescentando a tradução do sentido do comentário de Martina: "Ela me disse 'em dois anos, pode acontecer'".

O segundo episódio citado pela mãe ocorreu quando Martina e Alessio já haviam terminado o relacionamento. Trata-se de uma mensagem enviada por Tucci, após ele saber que a adolescente havia estabelecido uma amizade virtual com outro rapaz, na qual o ex-namorado afirmava querer agredir com faca esse terceiro indivíduo.

Fiorenza também fez questão de esclarecer a natureza do contato entre a filha e esse outro jovem identificado somente pela inicial "F.". Segundo a mãe, Martina teve com ele apenas uma ligação de amizade virtual: contatos em redes sociais e troca de mensagens, sem encontros presenciais. "Minha filha teve um único namorado", afirmou a mãe, explicitando que F. era apenas um amigo com quem Martina conversava.

O depoimento de Fiorenza Cossentino integra o conjunto probatório que a investigação busca consolidar. Do ponto de vista técnico, trata-se de declarações que ajudam a traçar o padrão de comportamento do agressor e a dimensão do isolamento e das buscas por ajuda pela vítima, inclusive via ChatGPT. A apuração in loco e o cruzamento de fontes seguem em andamento para confirmar trocas digitais e eventuais mensagens que corroborem o relato.

Como correspondente com longa experiência na Itália e foco em verificação de fatos, registro que as evidências apresentadas no depoimento serão confrontadas com registros digitais e testemunhos para construir o quadro probatório. A investigação prossegue com a priorização da precisão e da limpeza de narrativas.

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