Suicídio de Denise Cosco: inquérito ouvirá o companheiro enquanto investigação avança

Inquérito investiga morte de Denise Cosco; carabinieri ouvirão companheiro e analisam celular para esclarecer últimas horas.

Suicídio de Denise Cosco: inquérito ouvirá o companheiro enquanto investigação avança

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Suicídio de Denise Cosco: inquérito ouvirá o companheiro enquanto investigação avança

Por Giulliano Martini — Os carabinieri do Nucleo Investigativo de Frascati, por delegação da procura de Velletri, irão ouvir o companheiro de Denise Cosco, a mulher de 35 anos que morreu na quinta-feira depois de se atirar do prédio onde vivia em Ariccia. A medida integra o conjunto de diligências abertas para esclarecer, sem deixar zonas de sombra, as últimas horas de vida da vítima.

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Segundo apuração in loco e cruzamento de fontes judiciais, a autópsia foi realizada na sexta-feira e os resultados preliminares serão integrados por outros exames previstos no inquérito. Por protocolaridade, o fascículo foi registrado pela autoridade judicial como um procedimento por instigação ao suicídio, uma qualificação que permite ampliar as perícias além da necropsia.

Os procuradores, coordenados pelo procurador Carlo Villani, também efetuaram um sopralluogo no apartamento de Denise, acompanhado por peritos dos carabinieri, para realizar novos levantamentos e buscas de vestígios. As equipes já apreenderam o telefone celular da mulher, que será submetido a análise forense para reconstruir os contatos e os últimos movimentos digitais antes do incidente.

A investigação procura respostas objetivas sobre a cronologia dos fatos. Denise havia saído do programa de proteção em 2018 e, desde então, vivia fora do sistema de tutela. A sua história está ligada de forma indissociável à de sua mãe, Lea Garofalo, colaboradora de justiça assassinada em 2009 após denunciar a atuação da 'Ndrangheta.

Lea foi morta por seu ex-companheiro e pai de Denise, Carlo Cosco, com a colaboração de membros da organização criminosa calabresa. Segundo os autos, ele atraiu Lea a Milão com um engodo, onde ela foi assassinada, carbonizada e desmembrada nas imediações de Monza. O caso permanece como um dos episódios mais brutais e emblemáticos da luta contra a criminalidade organizada na Itália.

A reação institucional e civil foi imediata. A senadora Enza Rando, que atuou como advogada de Lea por anos, classificou a morte de Denise como "uma ferida profonda per tutto il Paese" e pediu uma reflexão sem hipocrisias sobre os efeitos prolongados da violência mafiosa: "la mafia uccide, e lo fa in molti modi". A Associação Nacional Magistrados recordou a coragem de Denise, que como testemunha de justiça manteve depoimentos contra o pai e permaneceu junto à memória da mãe.

No território de origem de Garofalo, Petilia Policastro, o prefeito Simone Saporito e a administração municipal expressaram profundo pesar pela "giovane vita spezzata" e lembraram a trama dolorosa que marca a família. Em Milão, a prefeitura estuda plantar uma árvore em memória de Denise no Parco Sempione, ao lado da magnólia dedicada à mãe por iniciativa da associação Libera, conforme declarou o prefeito Giuseppe Sala.

O curso das investigações seguirá com perícias técnicas, análise do celular e depoimentos, incluindo o do companheiro da vítima. As autoridades prometem rigor e transparência: a prioridade é reconstruir os fatos com precisão, sem especulação, e estabelecer se houve intervenção alheia que possa ter levado ao desfecho trágico.

Esta redação continua a acompanhar o caso com apuração direta, cruzamento de fontes e foco nos fatos brutos, atualizando qualquer avanço nas próximas horas.

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