Malagò reafirma regularidade de sua eleição na FIGC e se diz tranquilo diante da investigação
Malagò afirma que sua eleição na FIGC é regular e permanece tranquilo diante da investigação da Procura federale; defende legitimidade e continuidade.
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Malagò reafirma regularidade de sua eleição na FIGC e se diz tranquilo diante da investigação
Giovanni Malagò, presidente da FIGC, disse nesta semana que permanece calmo frente à investigação aberta pela Procura federale sobre uma suposta irregularidade em sua eleição — a alegação é que ele não estaria tesserado na Federcalcio no momento do pleito. Em tom sereno e com a clareza que marca sua trajetória, Malagò afirmou que conhece bem os fatos e que não vê motivos para alarmes.
Participando do evento "Il Tempo delle Donne", organizado pelo Corriere della Sera na Triennale di Milano, o presidente destacou que divergências e resistências fazem parte do jogo institucional: "Sei che fa parte del gioco e che c'è sempre qualcheduno che c'ha delle idee diverse". Afirmou também que o novo curso da federação enfrentou opositores antes, durante e depois da eleição, mas manteve a convicção de que o processo foi legítimo.
Na avaliação de Malagò, "tudo é válido e tudo é regular". Acrescentou que, sobretudo no esporte atual, é frequente que se adote uma postura interpretativa para questionar atos administrativos e eleitorais, algo que, segundo ele, não altera a essência dos fatos. "Non sto bluffando: non ho motivo di dubitare assolutamente", declarou, insistindo que existem elementos concretos — experiências anteriores, dados e praxes institucionais — que sustentam sua posição.
Enquanto repensa o papel público que ocupa, Malagò ressaltou sua origem como representante da sociedade civil: não foi nomeado, foi eleito, atua como voluntário e entende sua missão como defesa do mundo do esporte e, em particular, do futebol. Esse ponto é relevante no contexto italiano, onde as direções das federações frequentemente se situam na interseção entre representação política, interesses regionais e modelos de governança.
Como analista que vê o esporte além do resultado imediato, lembro que episódios como este não dizem apenas respeito a uma pessoa: colocam em evidência a fragilidade das práticas eleitorais, a necessidade de clareza documental e a relação entre federações e mecanismos judiciais. A resposta pública de Malagò — calma, fundamentada em precedentes e na praxe — busca neutralizar o impacto institucional e reafirmar a continuidade do projeto à frente da FIGC.
Ele não escondeu que não é prazeroso ser alvo de questionamentos, mas mencionou sua experiência de diálogo com visões opostas, muitas vezes provenientes de contextos distintos do seu. Ao encerrar suas declarações, Malagò reiterou o compromisso de defender o esporte com respeito às normas, sinalizando que pretende enfrentar o novo capítulo com serenidade, na confiança de que a realidade dos fatos lhe dará razão.

