Cobolli e Bencic derrubam Serena/Alcaraz e abrem caminho para as semifinais do US Open 2026

Cobolli e Bencic vencem Serena/Alcaraz e avançam no duplo misto dos US Open 2026; Nova York recebe o último Grand Slam da temporada.

Cobolli e Bencic derrubam Serena/Alcaraz e abrem caminho para as semifinais do US Open 2026

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Cobolli e Bencic derrubam Serena/Alcaraz e abrem caminho para as semifinais do US Open 2026

Em uma noite que mistura surpresa competitiva e simbolismo geracional, o romanense Flavio Cobolli garantiu vaga nas semifinais do torneio de duplo misto do US Open 2026, ao lado da suíça Belinda Bencic. A parceria italo-suíça derrotou a dupla formada por Serena Williams e Carlos Alcaraz por 5-4(4) 4-1, resultado que resume bem a tensão entre experiência e juventude presente em Flushing Meadows.

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O primeiro set foi definido num tie-break após um duelo de saques intensos: até o 3-3 nenhum "deciding point" foi disputado, sinalizando como as trocas se tornaram imprevisíveis. No desempate, Cobolli manteve a regularidade no serviço, enquanto Serena foi recuperando confiança na rede, equilibrando as ações (3-3). Ainda assim, um erro notável — uma voleio simples de forehand mal executada por Serena — offering dois set points à dupla italo-suíça, que não desperdiçou.

O segundo set expôs uma queda de rendimento da americana: apesar do esforço e de um momento de intervenção de Alcaraz, com uma voleio que poderia ter mudado o rumo do jogo, o nervosismo afetou a tomada de decisão e o posicionamento de Serena. O break decisivo veio, e Cobolli fechou o último game em zero, traduzindo em números a superioridade tática do time 4º cabeça de chave.

Agora, a dupla Bencic-Cobolli, atual cabeça de chave número 4, enfrentará por uma vaga na final a parceria formada pela ucraniana Elina Svitolina e pelo francês Gael Monfils, casal também na vida e conhecido por conjugar afinidade pessoal e repertório técnico refinado.

Mais amplamente, Nova York se prepara para acolher o último Grand Slam da temporada. Os US Open 2026 serão disputados em Flushing Meadows de 30 de agosto a 13 de setembro, com as qualificações já em andamento e o quadro principal prestes a começar no fim de semana. A chamada "Fan Week", tradicional abertura que antecede o torneio de simples, manteve-se como palco do duplo misto e trouxe à cena narrativas que extrapolam resultados isolados — a imagem de Serena dividindo quadra com uma nova geração é, por si só, matéria-prima para reflexão sobre legado e transição.

O torneio deste ano também carrega o peso da ausência mais sentida do tênis italiano: Jannik Sinner estará fora da competição, uma baixa que reduz o brilho imediato da delegação, mas não sua capacidade competitiva. A representação italiana segue ampla e promissora, com nomes como Lorenzo Musetti, Luciano Darderi, Matteo Arnaldi, Matteo Berrettini, Mattia Bellucci e Lorenzo Sonego compondo o quadro masculino — um conjunto que reflete a evolução do sistema formativo e a distribuição regional do talento no país.

Na chave mista, além de Cobolli, há ainda a presença dos italianos Sara Errani e Andrea Vavassori, últimos campeões e com responsabilidade de sustentar a tradição do tênis italiano em torneios de duplas. Esses elementos — ausências, surpresas e duplas híbridas — mesclam-se e tornam o US Open 2026 não apenas um calendário de partidas, mas um diagnóstico sobre as dinâmicas do esporte contemporâneo: como se mantém um legado, como novas gerações tomam espaço e como o tênis continua sendo palco de narrativas de identidade.

Para o público italiano, a progressão de Flavio Cobolli tem um valor simbólico adicional: mais que um resultado, é um indício do lugar que jogadores jovens e versáteis ocupam hoje no circuito, capazes de transitar entre simples, duplas e formatos mistos, ampliando o repertório nacional em chave internacional.

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