Ex Ilva: Jindal reacende interesse e Renexia propõe €150 mi para carpintaria offshore em Taranto
Jindal volta a demonstrar interesse; Renexia propõe €150 mi para carpintaria offshore em Taranto. Governo avalia cordata nacional para reindustrialização.
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Ex Ilva: Jindal reacende interesse e Renexia propõe €150 mi para carpintaria offshore em Taranto
Em Roma, no Tavolo Taranto convocado hoje no Ministério das Imprese e del Made in Italy, o ministro Adolfo Urso presidiu um encontro-chave com as principais associações e empresas da siderurgia italiana. O objetivo: abrir caminhos para uma nova etapa na reindustrialização da área da antiga Ex Ilva e avaliar a formação de uma cordata nacional capaz de garantir futuro produtivo e empregos para Taranto.
Do encontro participaram dirigentes de peso — entre eles Emanuele Orsini e Maurizio Tarquini, pela Confindustria, Antonio Gozzi (Federacciai), Simone Bettini (Federmeccanica), Salvatore Toma (Confindustria Taranto), Antonio Marcegaglia (Gruppo Marcegaglia), Alessandro Banzato (Acciaierie Venete), Federico Pittini (Gruppo Pittini), Giuseppe Pasini (Gruppo Feralpi), Antonio Beltrame (AFV Acciaierie Beltrame), Alessandro Brussi e Anna Mareschi Danieli (Danieli) e Ruggero Brunori (Ferriera Valsabbia). Também estiveram presentes os comissários extraordinários de Acciaierie d'Italia, além de representantes da Região Puglia, do Comune e Provincia de Taranto, Comune di Statte, Invitalia, Cassa Depositi e Prestiti, Autorità portuale e associações empresariais.
Segundo Urso, o Governo trabalha para compilar, com as contribuições recebidas no diálogo entre atores públicos e privados, "um piano straordinário para Taranto" — um roteiro pensado para reconstruir os alicerces da lei industrial e social no território. O ministro também destacou que, após a recente decisão della Corte d'Appello de Milano que ordenou o fechamento da area a caldo em 90 dias, foi recebida uma proposta atualizada por parte da Jindal, já inserida na data room disponibilizada aos concorrentes.
“Dobbiamo prendere atto della decisione della Corte d'Appello”, disse Urso, lembrando que os commissários extraordinários têm o dever de dar implementação à medida judicial. A nova proposta da Jindal leva em conta esse cenário e contempla todo o perímetro empresarial à luz do fechamento imposto, segundo fontes presentes.
No mesmo encontro, surgiu uma novidade relevante para a diversificação econômica: a empresa Renexia apresentou uma proposta para investir cerca de €150 milhões em uma unidade de carpintaria offshore em Taranto — projeto que poderia aproveitar parte das áreas já disponibilizadas e contribuir para a cadeia de fornecimento marítimo e de energias renováveis.
Os commissários indicaram que áreas não estritamente necessárias para atividades siderúrgicas poderão ser imediatamente liberadas no âmbito do Tavolo Taranto — cerca de 170 hectares, dos quais 140 já bonificados. A esses terrenos somam-se aproximadamente 450 hectares da Autorità di sistema portuale e mais de 350 hectares de áreas ex militares desativadas ou em processo de reconversão. Esse mosaico de lotes é apresentado hoje como a base física sobre a qual erguer novos investimentos e operações industriais.
Do ponto de vista prático, o encontro abriu uma janela para a formação de alianças industriais nacionais e para a atração de capital — mas deixa claro o peso da caneta: as decisões judiciais e as escolhas dos comissários moldarão o que será possível construir. Para Taranto, trata-se de uma etapa decisiva na construção de direitos econômicos e ambientais: garantir empregos sem renunciar à segurança e à saúde dos cidadãos.
Como repórter, vejo o Tavolo Taranto como uma espécie de projeto arquitetônico público — discussão técnica e política que precisa traduzir-se em obras concretas, cronogramas claros e compromissos verificáveis. Nas próximas semanas, o Governo e os atores industriais terão de transformar propostas em projetos exequíveis, com cronogramas para a transição industrial e garantias para a comunidade local.