Bienal de Antiguidades de Florença reúne 80 galerias e obras raras de Michelangelo a Canova
Bienal de Antiguidades de Florença (26/9–4/10/2026): 80 galerias, obras de Michelangelo e Canova, restauro pelo Opificio delle Pietre Dure.
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Bienal de Antiguidades de Florença reúne 80 galerias e obras raras de Michelangelo a Canova
Por Erica Santini — Ciao, viajante dos sentidos. Em plena luz de outono, Firenze se prepara para acolher a 34ª edição da Biennale dell'Antiquariato, um encontro que é ao mesmo tempo mercado, galeria e cerimônia de afeto pela história. De 26 de setembro a 4 de outubro de 2026, o elegante Palazzo Corsini abrirá suas portas para cerca de 80 galerias nacionais e internacionais, e para um diálogo refinado entre passado e presente.
Participam expositores vindos de capitais culturais como Londres, Paris, Monaco, Genebra, Lugano e até Palm Beach, trazendo uma seleção que percorre os séculos: dos suntuosos fundos-ouro e telas dos old masters, passando pela escultura em madeira e em mármore, até os mobiliários de época e as artes decorativas. Não falta espaço para os grandes intérpretes do século XX e para vozes contemporâneas que conversam com a tradição.
Ao todo, cerca de 63 especialistas — restauradores, curadores e diretores de museus — participam do evento, oferecendo conhecimento técnico e olhares críticos que enriquecem a feira-mercado. Essa presença reforça a ideia de que a Bienal não é apenas uma vitrine: é um território de conhecimento, restauro e curadoria.
Um dos grandes protagonistas do programa é um desenho de Michelangelo Buonarroti, proveniente da Casa Buonarroti: o celebre "Primo progetto per la facciata di San Lorenzo". A peça, que testemunha o pensamento arquitetônico do artista, será exibida e, ao término da mostra, submetida a um restauro realizado pelo Opificio delle Pietre Dure, instituição que simboliza a excelência do restauro italiano.
Entre outras preciosidades, encontram-se um núcleo de desenhos de grande formato de Antonio Canova e a rara pintura autógrafa "Maddalena penitente" (c. 1798–1799), que nos devolve a intensidade emocional do Neoclassicismo. A feira também exibirá uma terracota invetriata policroma do final do século XV atribuída a Andrea della Robbia, peça que conjuga cor, luz e devoção — um convite ao Dolce Far Niente contemplativo.
Andiamo: a Bienal é uma festa para os sentidos. Percorrer as salas do Palazzo Corsini é como saborear camadas de tempo — a textura das paredes, o perfume distante de vernizes antigos, o brilho controlado das vitrines. Para colecionadores, curadores e amantes da arte, esta é uma rara oportunidade de encontrar obras que raramente saem das coleções privadas.
Na minha curadoria afetiva, recomendo deixar tempo para pausar: um aperitivo nos jardins, uma conversa com um restaurador, o frêmito de reconhecer um detalhe que conta uma história. A Biennale dell'Antiquariato de 2026 é, sobretudo, um convite a navegar pelas tradições e a descobrir os pequenos segredos que fazem do Bel Paese um museu a céu aberto.
Para quem busca imersão cultural com sofisticação: marque na agenda — 26/09 a 04/10 — e venha saborear a história em Florença.

