BMTA 2026 em Paestum: inovação, acessibilidade e o futuro da arqueologia digital

BMTA 2026 em Paestum reúne inovação, acessibilidade e arqueologia digital para transformar o turismo cultural e políticas europeias.

BMTA 2026 em Paestum: inovação, acessibilidade e o futuro da arqueologia digital

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BMTA 2026 em Paestum: inovação, acessibilidade e o futuro da arqueologia digital

A Borsa Mediterranea del Turismo Archeologico retorna a Paestum em 2026 reafirmando seu papel como ponto de convergência entre pesquisa científica, gestão do patrimônio e desenvolvimento do turismo cultural. A edição deste ano coloca em conjunto temas que configuram os alicerces do setor nos próximos anos: sustentabilidade, inclusão, acessibilidade e a transformação digital dos bens culturais.

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O objetivo declarado é promover um diálogo técnico entre instituições, universidades, operadores turísticos, profissionais e administrações locais para desenhar novos modelos de fruição e promoção do patrimônio arqueológico. Em termos práticos, trata-se de alinhar políticas, financiamento e tecnologia para que o patrimônio deixe de ser apenas um recurso simbólico e passe a integrar, de forma eficiente, o sistema nervoso das cidades e territórios.

A conferência inaugural discutirá as perspectivas da cultura e do turismo no novo quadro financeiro europeu 2028-2034, com a participação de representantes das instituições da União Europeia. Esse encontro funciona como uma camada estratégica, onde se espera mapear linhas de financiamento e prioridades políticas que sustentarão projetos de conservação, acesso e inovação nos próximos sete anos.

Entre os painéis, destaca-se o foco no turismo acessível. Um congresso dedicado apresentará modelos e ferramentas capazes de garantir uma fruição do patrimônio aberta a todos, sustentado por dados e estudos sobre o crescimento do interesse por formas inclusivas de turismo cultural. A abordagem vai além da teoria: serão discutidos exemplos concretos e intervenções inovadoras que ampliam o público dos sítios arqueológicos e dos museus.

Em paralelo, ArcheoVirtual celebra seu 20º aniversário como mostra internacional das aplicações digitais para bens culturais. O workshop intitulado "L'archeologia digitale nella sua età adulta" reunirá especialistas para avaliar a maturidade das tecnologias aplicadas à documentação, conservação e difusão do patrimônio. A exposição exibirá projetos avançados de universidades, centros de pesquisa e instituições culturais europeias.

Entre as iniciativas em exposição, estão:

  • Pixtru – plataforma que transforma fotografias de visitantes em portas para conteúdos digitais, narrativas e vídeos personalizados.
  • Palmanova Extended City – modelo tátil em bronze da cidade-fortaleza com conteúdos multilíngues e suportes para visitantes com deficiência visual.
  • Brancacci Chronicles – experiência colaborativa em realidade virtual que permite aos visitantes entrar nos afrescos da Cappella Brancacci e participar de missões interativas no ambiente reconstruído.
  • Smart Sulky Mediterranean Art – percurso gamificado com realidade aumentada para jovens e famílias, que narra a história da antiga Sant'Antioco por meio de personagens virtuais.
  • Projetos SATI – integração entre mapas físicos e serviços digitais para melhorar a experiência turística no terreno.

O programa também inclui a Conferência Mediterrânea sobre Turismo Arqueológico Subaquático, que comemorará seu 25º aniversário, reafirmando a atenção à arqueologia subaquática como frente de conservação, pesquisa e atração turística sustentável.

Como analista, observo que iniciativas como a Borsa Mediterranea funcionam como uma sala de controle onde se calibram as próximas intervenções: cada projeto apresentado é um nodo numa rede que liga património, tecnologia e comunidade. A transformação digital aqui não é espetáculo: é infraestrutura — camadas de inteligência que tornam o patrimônio mais auditável, acessível e resiliente. Em última análise, o desafio é traduzir investimento e inovação em experiências sustentáveis e inclusivas, capazes de reforçar o vínculo entre cidadãos, territórios e economia cultural.

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