Fim de semana de exposições na Itália: Angelica e Élisabeth, Conconi e os retratos do Egito e da Roma antiga
Destaques de exposições na Itália: Kauffmann e Vigée Le Brun em Nápoles, Conconi em Monza e mostras sobre retratos do Egito romano e Roma antiga.
RESUMO ✦
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Fim de semana de exposições na Itália: Angelica e Élisabeth, Conconi e os retratos do Egito e da Roma antiga
Ciao, viajante dos sentidos — sou Erica Santini, e hoje convido você a passear por algumas exposições que transformam pinturas em viagens sensoriais. Entre a luz dos salões e o perfume das memórias, este fim de semana cultural em Itália reserva encontros que valem um bilhete só de ida.
Angelica Kauffmann e Élisabeth Louise Vigée Le Brun ocupam as Gallerie d'Italia, em Nápoles, em uma mostra que promete fazer o tempo afinar seu compasso ao som das vozes femininas da pintura. Em "Angelica e Élisabeth. L'età delle donne pittrici", curada por Francesco Leone, Fernando Mazzocca e Elisabetta Rasy, a vida e a obra dessas duas artistas — pilares do Iluminismo, do Neoclassicismo e testemunhas da Revolução — entram em diálogo pela primeira vez. Obras e autorretratos revelam trajetórias forjadas entre salões europeus, cortes e estúdios, e a mostra, em colaboração com a Accademia Nazionale di San Luca e com o patrocínio do Comune di Napoli, estará aberta de 6 de novembro a 7 de março. Andiamo: espere a leveza do traço, o perfume do tempo e o fio íntimo que une dois olhares de mulher.
Seguindo pela Lombardia, a Orangerie da Reggia di Monza abriga, de 6 de novembro a 14 de março, a mostra "Luigi Conconi e la Scapigliatura", curada por Simona Bartolena. Mais de 80 obras — entre pinturas, desenhos e gravuras — contam a história desse protagonista da cena milanesa entre os séculos XIX e XX. A energia da Scapigliatura pulsa nas superfícies, revelando uma estética que desafia convenções e celebra o gesto livre: pense no crocante de um apéritif, na textura do tempo sobre uma moldura antiga.
Também em destaque neste fim de semana estão exposições que investigam o poder do retrato ao longo dos séculos: um foco nos volti dipinti dell'Egitto romano — aqueles rostos pintados que sobreviveram à areia e à história — e reflexões sobre o papel do ritratto nella Roma antica, onde a imagem tornava-se instrumento de memória e prestígio. Essas mostras convidam a um olhar atento: a cor que resistiu, a fissura que conta uma biografia, o silêncio que se transforma em narrativa.
Como uma amiga que sussurra um segredo num aperitivo, recomendo escolher o horário em que a luz do dia entra franca pelas janelas do museu — a luz dourada tem o dom de devolver à pintura a sua respiração original. Dolcé far niente? Talvez depois da visita, sente-se num café próximo, feche os olhos e deixe que as imagens se decantem como um bom vinho.
Se deseja curadoria com alma e detalhes para montar seu roteiro, eu, Erica, posso guiar suas próximas descobertas: do ateliê esquecido ao salão que revive memórias. Para este fim de semana cultural, leve conforto nos passos e curiosidade no bolso — a Itália espera com suas histórias pintadas.

