Protestos da 'Gen Z regelt' e greve global de portuários mobilizam cidades europeias e portos em 30 de outubro

Movimento 'Gen Z regelt' protesta na Alemanha por educação e contra a conscrição; portuários em 115 portos fazem greve global contra o tráfico de armas.

Protestos da 'Gen Z regelt' e greve global de portuários mobilizam cidades europeias e portos em 30 de outubro

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Protestos da 'Gen Z regelt' e greve global de portuários mobilizam cidades europeias e portos em 30 de outubro

Por Giulliano Martini — As manifestações convocadas pelo movimento juvenil Gen Z regelt começaram nesta sexta-feira em diversas cidades da Alemanha, reunindo milhares de pessoas em protestos contra o aumento do custo de vida e em favor de maiores investimentos na educação e na proteção climática. Organizações também se opõem à proposta de reintrodução de serviço militar obrigatório.

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Em Leipzig, autoridades contabilizaram cerca de 2.000 participantes; em Dresden, a mobilização foi de algumas centenas. A iniciativa registrou atos em Berlim, Frankfurt, Hamburgo, Mainz, Magdeburg e Erfurt. Na capital, manifestantes se concentraram em frente ao Portão de Brandemburgo; em Frankfurt, próximo ao prédio do Banco Central Europeu, a polícia estimou inicialmente algumas centenas, enquanto os organizadores previam entre 3.000 e 5.000 pessoas.

O cortejo em Hamburgo partiu do Jungfernstieg; em Mainz a participação também foi avaliada em ordem de centenas. As reivindicações do movimento incluem, além das demandas econômicas, mais justiça social, mais recursos para escolas e o repúdio a um possível reforço da vigilância estatal. Em Erfurt, cartazes lidos pela reportagem traziam frases como "Educação em vez de armas" e "Não à conscrição obrigatória".

Até o momento, os atos ocorrem sem incidentes generalizados, mas as autoridades adotaram medidas preventivas. Em Berlim, a polícia reforçou o dispositivo com cerca de 1.500 agentes adicionais, justificando a previsão de grandes concentrações e a coincidência com a noite de Halloween. Em Hamburgo, as forças de segurança anunciaram intervenção firme contra eventuais distúrbios; lojistas locais chegaram a proteger vitrines com painéis de madeira.

Paralelamente, federações estudantis anunciaram nova fase de mobilizações: a União Sindical dos Colégios e o sindicato estudantil universitário confirmaram paralisação de escolas e universidades nos dias 3 e 5 de novembro, segundo porta-voz das entidades.

Na esteira das ações juvenis, a mesma data — 30 de outubro — marcou uma mobilização internacional de trabalhadores portuários. Portos de cerca de 115 escalas em 22 países e em cinco continentes cruzaram braços e realizaram atos contra o transporte de armamentos e o uso das infraestruturas portuárias em conflitos. A campanha, convocada por mais de 25 organizações sindicais sob o lema "Il portuale non lavora per la guerra", reuniu milhares de trabalhadores em presídios e manifestações locais.

A jornada internacional teve início às 6h no porto de Melbourne e concluiu com concentrações em Oakland e San Francisco, na Califórnia. Relatos coletados por organizações sindicais apontam para maior adesão na região do Mediterrâneo: a CGT informou paralisações em 24 portos franceses, enquanto sindicatos italianos como USB e Orsa Porti atuaram em aproximadamente 9 portos italianos.

O cruzamento de fontes sindicais e relatos locais indica que a mobilização portuária foi definida por organizadores como uma "data histórica" do movimento operário contra a guerra. A convergência entre protestos juvenis e greves portuárias cria um panorama de tensão social difusa na Europa, que seguirá sendo monitorado por autoridades e analistas nos próximos dias.

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