Congresso Siso destaca cirurgia avançada e papel da inteligência artificial na oftalmologia

V Congresso da Siso reúne 1.059 palestrantes e debate cirurgia avançada e inteligência artificial na oftalmologia, com foco em prevenção e equidade.

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Congresso Siso destaca cirurgia avançada e papel da inteligência artificial na oftalmologia

Encerrou-se no Centro Congressi Rome Cavalieri o V Congresso Nacional da Siso (Società Italiana di Scienze Oftalmologiche Ets), que reuniu mais de três mil associados e consolidou-se como ponto central de atualização técnica e debate entre especialistas. Com um programa extenso e denso em conteúdo científico, o encontro atravessou as principais frentes da oftalmologia contemporânea, do cuidado cirúrgico à inovação digital.

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Os números oficiais do congresso, confirmados pela organização, evidenciam a dimensão do evento: 1.059 palestrantes, 148 cursos e simpósios, 27 procedimentos cirúrgicos transmitidos ao vivo, 11 salas em atividades simultâneas, 45 sociedades científicas envolvidas e mais de 70 empresas em uma área expositiva superior a 2.400 metros quadrados. Esses dados traduzem a escala e a diversidade temática discutidas durante as três jornadas.

O programa cobriu todas as subespecialidades, da retina ao glaucoma, da córnea à catarata, passando pela cirurgia refrativa, oftalmologia pediátrica e programas de reabilitação visual. Entre os momentos de maior impacto prático estiveram as sessões de cirurgia ao vivo, conectadas à Fundação Policlinico Universitario Agostino Gemelli Irccs, coordenadas pelo professor Stanislao Rizzo para procedimentos de retina, e ao Azienda ospedaliera San Giovanni Addolorata, sob coordenação do professor Augusto Pocobelli para cirurgia de catarata. Ao lado dessas transmissões, foram abordadas técnicas de cirurgia palpebral e dos anexos, com foco em segurança do paciente e na adequação das decisões operatórias.

A inteligência artificial ocupou papel central na programação: um simpósio presidido por Stanislao Rizzo discutiu modelos de deep learning, foundation models e large language models, além de aplicações práticas na detecção e prognóstico de doenças oculares. Especialistas avaliaram as oportunidades e os limites dessas ferramentas em condições clínicas como degeneração macular relacionada à idade, retinopatia diabética e glaucoma, destacando o potencial para a medicina de precisão e a necessidade de validação robusta antes da integração rotineira.

Paralelamente ao impulso tecnológico, a conferência reafirmou a importância da prevenção e da equidade de acesso aos cuidados visuais. Foram debatidos rastreamento de erros refrativos na infância, a progressão da miopia, estratégias preventivas para degeneração macular e abordagens multidisciplinares para a retinopatia diabética. Nas discussões sobre políticas em oftalmologia emergiram temas recorrentes: continuidade assistencial, harmonização de percursos diagnóstico-terapêuticos e redução das desigualdades territoriais no acesso a tratamentos especializados.

Houve também espaço para o debate internacional sobre a cirurgia bilateral simultânea da catarata, com análise de evidências clínicas e protocolos de segurança. A conjunção entre prática cirúrgica avançada e inovação digital foi o fio condutor do encontro, que, segundo a organização, reforça o papel da Siso na formação continuada e no diálogo entre hospitais, universidades e indústria.

Em termos de apuração, a cobertura do congresso baseou-se em material oficial da Siso, comunicações de centros hospitalares envolvidos nas transmissões e no cruzamento de fontes presentes no salão. O balanço final aponta para um cenário de transição: enquanto a técnica cirúrgica se aperfeiçoa em tempo real nas salas operatórias, a introdução da inteligência artificial exige regras claras de validação, governança e garantia de acesso, para que a inovação se traduza em benefício efetivo e equânime para a população.

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