Arpab intensifica a bonificação de sítios de interesse nacional (SIN) na Basilicata para devolver territórios às comunidades
Arpab detalha passos para bonificar dois SIN na Basilicata e devolver territórios às comunidades, durante entrevista em Ecomondo.
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Arpab intensifica a bonificação de sítios de interesse nacional (SIN) na Basilicata para devolver territórios às comunidades
Em um depoimento aos microfones da Espresso Italia, direto da feira Ecomondo em Rimini, o diretor-geral da Arpab — Agência Regional para a Proteção do Ambiente da Basilicata —, Donato Ramunno, traçou as linhas de trabalho para a recuperação de áreas afetadas por atividades industriais. Ele ressaltou que na Basilicata existem dois sítios de interesse nacional (SIN) que, no passado, foram contaminados, comprometendo matrizes ambientais essenciais como o solo e o lençol freático.
Segundo Ramunno, o primeiro passo é o monitoramento rigoroso dos elementos ambientais para identificar com precisão os contaminantes que degradaram a qualidade dos locais. "É um trabalho de luz e precisão: mapear, diagnosticar e depois intervir", disse ele, destacando que as agências regionais de proteção ambiental, como a Arpab, estão engajadas não apenas na Basilicata, mas em várias regiões onde ainda há muitas áreas SIN que necessitam de bonificação.
O processo, explicou o diretor, segue etapas bem definidas: inventário e caracterização das áreas, avaliação dos riscos à saúde humana e aos ecossistemas, definição das estratégias de remediação e, finalmente, execução das intervenções para restaurar as funções ambientais. O objetivo é claro: devolver às populações e às comunidades territórios que possam ser novamente utilizados para fins antrópicos, com segurança e sustentabilidade.
Como vice-presidente do Conselho do Sistema Nacional de Proteção Ambiental (Snpa), Ramunno também ressaltou que a coordenação entre esferas locais, regionais e nacionais é fundamental para acelerar processos que historicamente podem ser longos e complexos. "Não se trata apenas de limpar o solo; trata-se de restituir um direito das comunidades, semear confiança e semear inovação", afirmou, em uma reflexão que alia técnica e responsabilidade social.
Ao falar durante o evento que reúne iniciativas da economia verde, azul e circular, Ramunno lembrou que a remediação de áreas contaminadas é uma peça-chave para a transição ambiental e para a requalificação econômica de territórios historicamente marcados pela indústria. A ação de monitoramento e intervenção, explicou, abre caminhos para usos futuros — desde espaços agrícolas recuperados até áreas destinadas a projetos turísticos sustentáveis ou iniciativas culturais comunitárias.
Ao final, o diretor enfatizou o compromisso contínuo da Arpab com a transparência e com o diálogo com as comunidades locais: "Cada etapa do processo deve iluminar novos caminhos para o território, construindo um horizonte límpido onde antes havia dúvida. É assim que restituímos não só o solo e a água, mas também o sentido de pertencimento àquelas pessoas".
O panorama descrito por Donato Ramunno em Rimini revela uma abordagem técnica e humana: monitorar, planejar e intervir para transformar áreas degradadas em ativos recuperados, com benefício direto às comunidades e ao meio ambiente.

