Roma acelera rumo à economia circular: biodigestores da Ama transformarão gestão de resíduos e frota em biometano

Ama transforma gestão de resíduos em Roma com biodigestores, biometano e digitalização; economia circular prevista a partir de 2027.

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Roma acelera rumo à economia circular: biodigestores da Ama transformarão gestão de resíduos e frota em biometano

Em discurso direto de Ecomondo, a feira italiana sobre economia verde, azul e circular, o presidente da Ama, Bruno Manzi, desenha uma transformação estrutural na gestão de resíduos da capital: a conjugação entre transição digital e biodigestores será o eixo que impulsionará uma verdadeira revolução industrial da empresa. Em um cenário urbano complexo como o de Roma, a digitalização não é luxo — é ferramenta de comando.

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Segundo Manzi, a central de controle baseada no gêmeo digital denominado Ucronia fornece visibilidade 24 horas sobre operações e ativos, permitindo a calibragem fina das rotas e a melhoria contínua da performance dos veículos. Essa transição digital é apresentada como condição necessária para reorganizar uma estrutura operacional vasta, elevando a Ama de uma empresa predominantemente logística a uma unidade com perfil industrial.

O ponto de inflexão, explica o presidente, serão os dois biodigestores cuja entrada em operação está prevista para 2027. Com esses equipamentos, a frota passará a alimentar-se de biometano, reduzindo emissões e custos operacionais ao transformar o resíduo orgânico em energia recuperada. Além da energia, os processos produzirão material orgânico estabilizado — um ammendante destinado tanto ao sistema de áreas verdes da cidade quanto à agricultura, fechando ciclos produtivos locais.

O projeto também envolve uma reorientação na hierarquia de tratamento: a Ama pretende intensificar processos sobre plástico, papel e metais para promover o reuso e o reciclagem da matéria-prima secundária. O objetivo é claro: migrar do paradigma de fechamento por aterro para um modelo onde a valorização material e energética se equilibram. "Vamos nos tornar uma empresa industrial, não apenas de logística", afirma Manzi, delineando um novo perfil corporativo com unidades de processamento e recuperação.

O presidente ressalta ainda que o termovalorizador, cuja realização demanda um cronograma mais longo, desempenha papel complementar ao fechar o ciclo energético dos resíduos e reduzir definitivamente a dependência de aterros como solução final. Em síntese, são dois vetores — biodigestores e termovalorizador — que, somados à plataforma digital Ucronia, desenham um sistema integrado.

Do ponto de vista macroeconômico, trata-se de uma operação que atua tanto na oferta de serviços urbanos quanto na criação de valor secundário: biometano como combustível industrial, ammendante para solos e moléculas reaproveitadas em cadeias produtivas. É a economia circular aplicada ao motor da cidade, com design de políticas e investimentos coordenados para acelerar a transição.

Como estrategista, observo que iniciativas deste porte exigem sincronia entre planejamento, investimento e governança. A digitalização oferece o quadro de comando; os biodigestores, a propulsão; e o termovalorizador, o sistema de travagem que impede o retorno ao aterro. Roma, assim, busca calibrar sua frota institucional e seu ecossistema de resíduos para operar em alta performance e sustentabilidade.

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