Turismo em Cuba desaba em 2026: chegadas caem segundo a ONEI
Turismo em Cuba despenca em 2026: chegadas caem para 477.707 entre jan-set; governo anuncia reformas para reerguer o setor.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Turismo em Cuba desaba em 2026: chegadas caem segundo a ONEI
Ciao, viajante curioso — aqui é Erica Santini, trazendo um olhar atento e sensorial sobre uma ilha que sempre evocou o Dolce Far Niente, mas que agora enfrenta ventos contrários. Os últimos números oficiais mostram que o turismo em Cuba sofreu mais um abalo em 2026. Entre janeiro e setembro, a ilha recebeu 477.707 visitantes internacionais, em comparação com 890.140 no mesmo período de 2025 — um declínio reportado de 65,1%, segundo o Escritório Nacional de Estatística e Informação (ONEI).
Esses dados não são apenas números frios: traduzem-se em praias com mais silêncio, praças onde a música encontra menos turistas para dançar, e hotéis que sentem a falta do ruído das malas e do aroma de café recém-passado nas manhãs. Os piores meses do ano foram junho e setembro, com apenas 28.100 e 27.354 visitantes, respectivamente — marcos que ressaltam a profundidade da crise.
O quadro já vinha se desenhando nos anos anteriores: em 2024 Cuba recebeu cerca de 2,2 milhões de turistas, número que representou uma queda de 9,6% em relação a 2023. No ano seguinte, em 2025, as chegadas caíram para 1,81 milhão, uma contração de 17,8% na comparação anual e o nível mais baixo desde 2002 (excluindo os anos da pandemia).
As razões por trás deste declínio são diversas e entrelaçam economia e política. O setor — uma das principais fontes de moeda estrangeira para a ilha — sofre com uma crise econômica e energética persistente, restrições impostas pelos Estados Unidos e a redução das ligações aéreas que antes teciam uma rede viva com o resto do mundo. Soma-se a isso a saída, reconhecida pelo governo cubano, de sete cadeias hoteleiras internacionais, responsáveis por cerca de 46% dos quartos do país — um golpe substancial na oferta turística.
Em busca de um reequilíbrio, as autoridades aprovavam em junho um pacote ambicioso: 176 reformas econômicas e sociais pensadas para relançar a indústria do turismo e abrir novas possibilidades. Andiamo com esperança, mas os resultados ainda precisam de tempo para florescer.
Para quem ama Cuba — eu, você, e todos os apaixonados por suas vibrações — há aqui uma história de resiliência. Entre as pedras antigas das cidades coloniais, o perfume dos vinhedos e a luz dourada que banha Havana ao entardecer, há espaço para reinventar o encontro entre visitantes e ilhas. Enquanto isso, observamos os números com olhos atentos e o coração de quem acredita que a hospitalidade sofisticada pode encontrar novos caminhos.
Se pretende viajar, vale acompanhar as políticas de transporte e os anúncios oficiais da ONEI e do governo cubano. E, claro, sonhar com as ruas de paralelepípedo onde a história convida a ser saboreada, como um bom espresso à beira-mar.

