Butti: inovação e inteligência artificial exigem repensar o welfare do futuro
Butti defende proteção social e formação para integrar a inteligência artificial ao mercado de trabalho sem reduzir empregos.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Butti: inovação e inteligência artificial exigem repensar o welfare do futuro
Em tom direto e estratégico, o subsecretário para Inovação Tecnológica e Transição Digital, Alessio Butti, abriu sua intervenção no seminário da Issa realizado em Roma, no histórico Palazzo Wedekind, ressaltando o compromisso do governo Meloni com a adoção de novas tecnologias. “Il governo è molto impegnato nella adozione delle nuove tecnologie per quanto riguarda l'intelligenza artificiale perché il mundo do trabalho e il mondo della pubblica amministrazione le utilizzerà sempre più per facilitare la vita e le relazioni dei cittadini”, traduziu e contextualizou a mensagem de Butti.
O cerne da fala tratou da necessidade de integrar a inteligência artificial sem desestruturar a força de trabalho. Butti destacou que o Executivo está trabalhando em conjunto com o INPS e outros atores sociais para desenhar medidas que permitam acolher a automação e as plataformas digitais, sem provocar um choque social indesejado. “Bisogna cominciare a prevedere una sorta di rete di protezione sociale per fare in modo che un importante investimento in intelligenza artificiale non intervenga riducendo l’occupazione”, afirmou o subsecretário, sublinhando a urgência de uma rede de proteção social compatível com a nova economia digital.
Na visão de Stella Ferrari — economista sênior com foco em alta performance e estratégia de políticas públicas — a observação de Butti é a calibragem necessária entre a aceleração tecnológica e os instrumentos de governança: tratar a transformação tecnológica como se fosse a afinação de um motor, onde a potência só é útil se a transmissão, os freios e a direção estiverem ajustados. Por isso, além das medidas de proteção, o subsecretário insistiu que “bisognerà trovare un bilanciamento e disciplinarlo anche con un dispositivo legislativo”: será preciso traduzir o equilíbrio em regras claras e aplicáveis.
Outro ponto fulcral do discurso foi a formação. Butti pediu que se invista em capacitação tanto de quem entrega serviços públicos quanto dos cidadãos que os utilizam: “Bisogna formare chi deve erogare servizi della pubblica amministrazione ma anche chi ne deve usufruire e quindi i cittadini”. Em termos práticos, a formação passa a ser a peça-chave do novo ecossistema laboral, garantindo que profissões em declínio possam ser remanejadas e que novas competências emergentes sejam rapidamente assimiladas pelo mercado.
Concluindo, Butti reafirmou que a inovação terá impacto claro sobre o emprego: algumas competências desaparecerão, outras nascerão. Essa transição requer um desenho de políticas que combine proteção social, regulação e investimento em capital humano — um verdadeiro welfare do futuro capaz de administrar a aceleração das tendências tecnológicas sem sacrificar coesão social. Em linguagem de engenharia econômica: é preciso calibrar os instrumentos para que o motor da economia ganhe torque sem perder controle.

