Fiscozen propõe IVA simplificada para estender o regime forfettario até 100.000 euros

Fiscozen propõe IVA simplificada para estender regime forfettario a 100.000 euros, reduzindo burocracia e protegendo a liquidez dos profissionais.

Fiscozen propõe IVA simplificada para estender o regime forfettario até 100.000 euros

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Fiscozen propõe IVA simplificada para estender o regime forfettario até 100.000 euros

Fiscozen propõe mudança prática para evitar que o crescimento dos profissionais seja penalizado: estender o regime forfettario até 100.000 euros, introduzindo uma IVA simplificada que preserve a liquidez e reduza a burocracia. A sugestão foi apresentada por Enrico Mattiazzi, CEO da plataforma, em entrevista ao Espresso Italia/Labitalia, e chega num momento em que o governo aprovou em princípio o aumento da soglia, ainda pendente de exame parlamentar.

Guia Italia + — O conteúdo continua após a publicidade.
Corte de cabelo à máquinaGuia Itália +
Beleza e Estética

Corte de cabelo à máquina

Milano · Lombardia

O corte de cabelo à máquina é um serviço ideal para quem busca um visual moderno, limpo e bem definido, com acabamento preciso e uniforme. Realizado por profissiona…

John Barber Porta Venezia30€Conhecer serviço

Continuação do Conteúdo ↘

O cerne do problema reside nas regras europeias que limitam a isenção de IVA a 85.000 euros de faturamento. Se as empresas e profissionais que hoje estão no regime forfettario forem automaticamente submetidos às normas do regime ordinário ao ultrapassar esse teto, haverá impactos diversos e mensuráveis: aumento da carga burocrática e, em vários casos, redução da renda disponível.

Mattiazzi explica com precisão técnica quais seriam as consequências práticas. Para quem presta serviços a empresas ou a outros titulares de Partita Iva, o efeito da IVA tende a ser neutro, porque o tomador pode deduzir o imposto. Já quem presta serviços a consumidores finais, sem possibilidade de recuperar a IVA, pode ter que aumentar preços — correndo o risco de perder clientes — ou manter valores e aceitar margem de lucro menor. Além disso, a adoção do regime ordinário implica novos procedimentos: escrituração, liquidações periódicas, pagamentos, declaração anual e a obrigação de indicar corretamente o imposto em fatura.

Outro ponto técnico destacado pelo CEO é o risco de aperto de caixa. No regime ordinário, a IVA muitas vezes precisa ser liquidada mesmo que a fatura ainda não tenha sido paga pelo cliente, forçando o profissional a adiantar recursos que não recebeu.

Para solucionar isso sem bloquear a expansão das atividades, a proposta da Fiscozen articula duas linhas de ação complementares: 1) redução de burocracia por meio do cálculo automático da IVA a partir dos dados das faturas eletrônicas e dos recebimentos; 2) proteção da liquidez, permitindo que o imposto seja devido apenas após o recebimento do pagamento do cliente, adotando em larga escala uma lógica similar à IVA per cassa, com limites e salvaguardas contra fraudes.

Em termos de percepção entre os profissionais, os dados levantados pela plataforma apontam que a possível elevação da soglia dos 85 mil para 100 mil euros é vista como um estímulo importante: 49% dos entrevistados dizem que trabalhariam com mais tranquilidade e teriam melhores perspectivas de crescimento; 22% retomariam trabalhos que mantinham suspensos por medo de ultrapassar o teto; 13% indicam que teriam margem para investir em ferramentas e colaboradores, mesmo sem poder deduzir esses custos.

O levantamento também ressalta a importância do regime forfettario para quem trabalha por conta própria num sistema que não oferece as mesmas garantias do emprego assalariado — da doença às férias. Ao mesmo tempo, a transição para o regime ordinário aparece como um risco concreto, não apenas em termos de tributos, mas pelo aumento de obrigações administrativas e pelo impacto negativo na liquidez.

Perante alegações recorrentes de que o regime forfettario incentiva a evasão fiscal, a leitura dos profissionais é distinta: para muitos, o regime representa segurança e previsibilidade num cenário de incertezas laborais. A proposta técnica da Fiscozen busca exatamente conciliar a necessidade de conformidade com a preservação do crescimento econômico dos microprofissionais, propondo uma adaptação das regras de IVA que minimize rupturas e garanta controles eficazes.

Apuração, cruzamento de fontes e dados são a base desta proposta técnica: simplificar procedimentos, automatizar cálculos e aplicar mecanismos que protejam a caixa dos profissionais, para que ultrapassar os 85.000 euros não signifique ser penalizado por crescer.

Guia Italia + — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘