Iren revela plano até 2035: €2,2 bilhões para meio ambiente e economia circular
Iren anuncia plano até 2035 com €2,2 bi para ambiente e economia circular, meta de 75% de coleta seletiva e quatro termovalorizadores.
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Iren revela plano até 2035: €2,2 bilhões para meio ambiente e economia circular
Em um momento que ilumina outras possibilidades para o futuro urbano e industrial, a Iren apresentou em Ecomondo seu plano estratégico até 2035, com um pacote de investimentos focado em sustentabilidade e na transição para a economia circular. O projeto prevê um aporte de €2,2 bilhões especificamente destinados a ações ambientais e iniciativas de circularidade, além de metas operacionais ambiciosas.
Entre os objetivos anunciados, destaca-se a meta de alcançar 75% de coleta seletiva nos territórios atendidos, um marco que busca reduzir a carga sobre aterros e ampliar a recuperação de materiais. Para favorecer a gestão integrada dos resíduos e a produção de energia de forma mais eficiente, o plano prevê também a construção de quatro termovalorizadores – usinas de recuperação energética que somam tecnologia e gestão ambiental para transformar resíduos não recicláveis em energia.
Durante a apresentação, Dal Fabbro destacou que o esforço da Iren é parte de um programa de investimentos mais amplo para o grupo: um total de €10,4 bilhões projetados para os próximos anos, desenhando um horizonte de modernização das infraestruturas e de reforço das capacidades operacionais. Esse volume, conforme explicado pela empresa na ocasião, visa consolidar uma cadeia mais resiliente e menos dependente de modelos lineares de uso de recursos.
Também presente ao evento, Bufo avaliou a necessidade estrutural do país e chamou atenção para a lacuna de capacidade instalada: “A Itália precisa de 22 novos equipamentos do tipo termovalorizador”, afirmou à Espresso Italia, enfatizando que o desafio não é apenas técnico, mas também regulatório e social. A proposta sinaliza a urgência de um diálogo coordenado entre poder público, operadores e comunidades para viabilizar soluções que respeitem padrões ambientais e proporcionem benefícios locais.
O pacote da Iren, descrito com clareza durante Ecomondo, combina intervenções em logística de resíduos, ampliação de unidades de recuperação e investimentos em inovação para tratamento e valorização de materiais. Ao propor metas concretas e recursos alocados, o grupo busca semear inovação e tecer laços produtivos que iluminem novos caminhos para municípios e indústrias, enquanto busca equilibrar crescimento econômico e responsabilidade ambiental.
Para além dos números, a iniciativa da Iren revela uma visão de longo prazo: reduzir emissões, otimizar cadeias de materiais e fomentar mercados para materiais reciclados. Se bem implementado, o plano poderá gerar efeitos positivos na economia local, na governança dos resíduos e na cultura de consumo, pavimentando um renovado compromisso com a circularidade.
Como curadora de progresso e observadora dos impactos sociais, percebo neste anúncio uma oportunidade para cultivar valores e impulsionar um renascimento tecnológico e cultural nas políticas de gestão de resíduos. A travessia rumo a 2035 exige decisões firmes e diálogo público-privado, e a proposta da Iren acende uma luz sobre caminhos possíveis para uma transição justa e eficaz.

