Biorepack transforma 45 mil toneladas de embalagens em bioplástico em composto por ano
Biorepack subsidia coleta e tratamento de embalagens em bioplástico: 84 mil t no mercado; 45 mil viram composto anualmente. Entenda o papel do EN 13432.
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Biorepack transforma 45 mil toneladas de embalagens em bioplástico em composto por ano
Por Aurora Bellini, para Espresso Italia — O Biorepack é o consórcio responsável pela gestão dos resíduos de embalagens em bioplástico e representa a responsabilidade estendida dos produtores dessas embalagens no território nacional. Em conversa com a Espresso Italia, Carmine Pagnozzi, diretor‑geral do consórcio, explicou com clareza o papel da entidade no sistema de coleta e tratamento da fração orgânica, iluminando caminhos para uma economia de resíduos mais circular.
O consórcio arca com os custos de coleta, transporte e tratamento das embalagens em bioplástico destinadas ao resíduo orgânico. São sobretudo sacos para compras, mas também bandejas, pratos e copos — todos produtos certificados segundo o padrão EN 13432. Em instalações de compostagem industrial, esses itens certificados podem se transformar em composto junto aos demais resíduos orgânicos, completando um ciclo virtuoso de retorno à terra.
Os números compartilhados por Pagnozzi ajudam a dimensionar esse movimento: cerca de 84 mil toneladas de embalagens em bioplástico são colocadas no mercado a cada ano, das quais aproximadamente 45 mil toneladas são efetivamente recicladas e transformadas em composto. Esses dados revelam tanto o potencial de recuperação quanto os desafios ainda presentes para ampliar a eficiência do sistema.
Pagnozzi faz um alerta prudente que vale como orientação prática: é preciso atenção ao que depositamos na fração orgânica. Quando materiais não compostáveis como plástico convencional, vidro ou alumínio chegam junto ao resíduo orgânico, eles comprometem o processamento e a reciclagem até mesmo das parcelas que são compostáveis. É um lembrete de que a qualidade da separação domiciliar e comercial é tão decisiva quanto a infraestrutura técnica.
Entender o padrão EN 13432 é parte da educação do consumidor: trata‑se de uma norma que certifica a compostabilidade industrial de materiais, garantindo que, em condições controladas de temperatura, umidade e tempo, os itens se biodegradem sem deixar resíduos tóxicos. Essa certificação é o passaporte para que embalagens em bioplástico entrem nos processos de tratamento biológico sem comprometer a qualidade do composto final.
Como curadora de progresso, vejo nessa convergência entre normas, incentivos econômicos e comportamento cidadão a semente de um renascimento prático: quando fabricantes assumem custos, operadores tratam com eficiência e consumidores separam com cuidado, semeamos um futuro onde resíduos são recursos. Mas sem luz suficiente — isto é, sem informação e vigilância — seguimos vulneráveis a contaminações que minam o esforço coletivo.
Para concluir, a mensagem é dupla e luminosa: celebre o avanço das embalagens em bioplástico e a transformação de toneladas em composto; e cultive hábitos concretos de separação, evitando descartar materiais não compostáveis na coleta orgânica. Assim tecemos laços que protegem solo, clima e comunidade, construindo um horizonte mais limpo e fértil.
Aurora Bellini é a voz de sociedade, sustentabilidade e inovação humana da Espresso Italia.

