Toscana pede escolhas corajosas para tornar a Itália autosuficiente na gestão de resíduos

Bernhard Dika, da Toscana, pede escolhas corajosas para tornar a Itália autosuficiente na gestão de resíduos e aposta em energias renováveis.

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Toscana pede escolhas corajosas para tornar a Itália autosuficiente na gestão de resíduos

Em discurso no estande da EcoEridania durante a feira Ecomondo, Bernhard Dika, subsecretário da Presidência da Região da Toscana, fez um apelo direto: é preciso ter escolhas corajosas e abandonar a postura do “sim, o empreendimento está bem, mas não no meu jardim”.

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Para Dika, a construção de instalações de tratamento é condição necessária para que o país e os territórios alcancem maior autosuficiência, evitando o deslocamento de resíduos para fora da região ou do país. "Ci vuole il coraggio delle scelte e non di dire sempre: sì, va bene l'impianto ma non è il mio giardino", afirmou o subsecretário em sua fala — traduzida e contextualizada no evento.

A iniciativa da Região da Toscana tem sido, segundo ele, a de trabalhar em conjunto com os municípios para construir um sistema regional capaz de não depender da exportação de resíduos que não podem ser recuperados via coleta seletiva. "Como Região da Toscana, estamos tentando, junto com nossos municípios, garantir que exista uma região cada vez mais autosuficiente que não dependa da exportação fora da região ou do país dos resíduos que não conseguem ser separados", explicou Dika.

O subsecretário também ressaltou o papel estratégico das energias renováveis na equação: além de reduzir a dependência energética, elas são ferramenta para conter os custos que recaem sobre famílias e empresas. Em termos práticos, trata-se de calibrar políticas públicas para que a transição energética e a gestão de resíduos atuem como componentes do mesmo motor — o motor da economia circular.

Como economista e estrategista de políticas públicas, enxergo essa pauta como uma questão de desempenho sistêmico: sem infraestrutura adequada, o sistema de economia circular fica preso na marcha lenta. É preciso projetar plantas e redes de logística que permitam acelerar a recuperação de materiais e minimizar o destino em aterros ou a exportação de rejeitos.

A mensagem de Dika é, portanto, uma convocação à ação: é necessário alinhar decisões locais e regionais com uma visão nacional de soberania em gestão de resíduos. A eloquência do apelo — colocando a necessidade de escolhas corajosas no centro do debate — lembra a importância de tirar o pé do freio regulatório e avançar na calibragem das políticas que viabilizam investimentos em infraestruturas essenciais.

Em suma, a intervenção no estande da EcoEridania, em Ecomondo, desenhou um caminho claro: integrar municípios, regionais e fontes renováveis para construir um circuito de valor que ofereça segurança ambiental e financeira às comunidades, reduzindo custos e fortalecendo a autonomia territorial.

Por Stella Ferrari — voz de economia e desenvolvimento da Espresso Italia. Análise e comentário com foco em soluções de alta performance para políticas públicas e investimentos sustentáveis.

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