Exportação italiana para os EUA permanece sólida; especialistas apontam razões para otimismo

Exportação italiana aos EUA se recupera em 2026; mudanças no IOR exigem presença local e transparência para manter o crescimento.

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Exportação italiana para os EUA permanece sólida; especialistas apontam razões para otimismo

Por Giulliano Martini — Cruzamento de fontes e apuração precisa confirmam: o fluxo de vendas do Made in Italy para os Estados Unidos segue resiliente. Em entrevista ao Espresso Italia/Labitalia, Lucio Miranda, presidente da consultoria ExportUsa, afirmou que os dados dos primeiros meses de 2026 indicam recuperação e estabilidade do comércio bilateral.

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Segundo Miranda, depois da queda de 2% nas exportações italianas para os EUA em 2025, o início de 2026 registrou um avanço de 3%, recuperando o terreno perdido. "Al di là di chi ha vinto, l'andamento dell'export italiano verso gli Usa continuerà a rimanere solido", sintetizou o executivo, destacando que os números corroboram uma tendência de resistência das vendas italianas no mercado norte-americano.

O dirigente de ExportUsa apontou ainda que a questão dos dazi se estabilizou, reduzindo a probabilidade de choques negativos nesse front. "Non ci attendiamo sorprese negative su questo fronte", disse Miranda, o que, na avaliação da consultoria, cria um ambiente mais previsível para as empresas exportadoras.

Entre os fatores que reforçam o otimismo está o ambicioso plano de investimentos norte-americano: US$ 3,5 trilhões destinados a inteligência artificial e modernização de infraestrutura. Miranda sublinha que um volume de investimentos dessa ordem — superior ao produto interno bruto da Itália — implicará um incremento nas importações, com efeito direto sobre a demanda por produtos italianos.

Contudo, a análise técnica aponta para um desafio estruturante: a reforma vinculada à figura do IOR (Importer of Record). O IOR é o responsável legal pela importação nos EUA — encarregado do cálculo e pagamento dos dazi, da conformidade do produto e do respeito às normas comerciais americanas. "La riforma relativa alla figura dello Ior cambierà radicalmente il commercio con gli Usa", advertiu Miranda.

Historicamente, muitas empresas italianas operaram à distância, exportando sem uma presença formal nos Estados Unidos. Agora, segundo a consultoria, Washington exige identificação clara e completa do parceiro importador e da cadeia de suprimentos. A consequência prática pode ser severa: mercadorias retidas em alfândega na ausência dessa identificação.

O recado é direto para o setor: para manter e ampliar a penetração no mercado americano será imprescindível ter uma presença local transparente e estruturada, principalmente por meio da constituição de uma filiale capaz de atuar como importer no território dos EUA. "Per continuare a vendere con successo negli Stati Uniti sarà indispensabile dotarsi di una presenza reale, trasparente e strutturata sul mercato americano", concluiu Miranda.

Relato baseado em declarações oficiais e dados preliminares de 2026. A análise segue o critério de verificação e cruzamento de informações que pauta a cobertura da Espresso Italia: a realidade traduzida em fatos brutos, sem ruído interpretativo.

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