Petruzzelli: tratamento oncológico deve ser igual para todos, sem discriminação territorial

Petruzzelli exige acesso igualitário às terapias oncológicas e implementação do Piano Oncologico Nazionale 2023-2027 para acabar com desigualdades territoriais.

Petruzzelli: tratamento oncológico deve ser igual para todos, sem discriminação territorial

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Petruzzelli: tratamento oncológico deve ser igual para todos, sem discriminação territorial

Roma — Em intervenção no encontro "Generare innovazione. Creare salute", realizado em Roma, Davide Petruzzelli, presidente da La Lampada di Aladino Ets e vice-presidente da Favo, afirmou que a prática clínica precisa transformar em ação o que já está previsto em documentos oficiais. Durante o evento, foram anunciados os projetos vencedores da quinta edição dos Bandi Gilead.

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Petruzzelli destacou que, embora a inovação em oncologia esteja alterando tanto a quantidade quanto a qualidade de vida dos pacientes, o essencial é garantir que os novos tratamentos cheguem de forma rápida e segura a todas as pessoas, sem depender do código postal. "Não podemos aceitar que a qualidade e a quantidade das cura sejam condionadas pelo território em que se vive", disse o representante das associações de pacientes.

O presidente da La Lampada di Aladino apontou como prioridade a mudança de paradigma do sistema: sair de uma lógica de mera prestação de serviços para uma efetiva presa in carico da pessoa. "Em oncologia fala-se cada vez mais de cronicidade e isso exige uma abordagem diferente: não podemos nos limitar a tratar o órgão, a célula ou as mutações. Por trás de cada tratamento há pessoas — jovens e idosos — com vidas ocupadas ou interrompidas, necessidades sociais, econômicas e de reabilitação que vão além da dimensão estritamente médica. É nesse horizonte que se deve mensurar o valor real da inovação", explicou.

Na mesma intervenção, Petruzzelli cobrou a implementação das medidas já previstas em instrumentos estratégicos. Segundo ele, não são necessários novos documentos, mas sim a aplicação prática do que já foi acordado. Ele citou, entre os instrumentos não plenamente efetivados, o Piano Oncologico Nazionale 2023-2027, as diretrizes e acordos sobre oncologia territorial, o papel das associações de pacientes e a Rete nazionale dei tumori rari. "O que solicitamos é simples: que tudo isso seja traduzido na vida real das pessoas doentes", afirmou.

O posicionamento apresentado no encontro reflete uma cobrança direta às autoridades sanitárias e gestoras: acelerar a operacionalização de planos e protocolos, reduzir disparidades locais no acesso às terapias inovadoras e consolidar estruturas de suporte territorial que garantam continuidade de cuidados. A reivindicação também tem dimensão prática e econômica — a falta de uniformidade no atendimento traz custos sociais e humanitários que repercutem sobre famílias e sistemas locais de saúde.

Como repórter em apuração in loco e após cruzamento de fontes institucionais, a conclusão é clara: o desafio não é a ausência de políticas, mas a execução. O teste de eficiência do sistema será a capacidade de converter normas em serviços efetivos, monitoráveis e acessíveis. Petruzzelli deixou um recado objetivo ao final da sua fala: a inovação só terá valor real quando for sinônimo de acesso equitativo.

Nota técnica: durante o evento foram anunciados os projetos vencedores da quinta edição dos Bandi Gilead; detalhes específicos dos projetos não foram divulgados durante a intervenção pública analisada para este relato.

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