Expra: Hester Klein Lankhorst destaca modelos pioneiros de coleta de resíduos na Europa
Hester Klein Lankhorst, presidente da Expra, destaca na Ecomondo modelos europeus de coleta de resíduos e a troca de boas práticas rumo à economia circular.
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Expra: Hester Klein Lankhorst destaca modelos pioneiros de coleta de resíduos na Europa
Em um diálogo iluminador durante o congresso Ecomondo, realizado na Feira de Rimini até 6 de novembro, Hester Klein Lankhorst, CEO da Verpact e presidente da Expra, ressaltou que a Europa apresenta diferentes modelos de coleta de resíduos e que diversos países estão na vanguarda dessa transformação. Em entrevista concedida à Espresso Italia, ela afirmou que podemos e devemos aprender uns com os outros para acelerar a transição rumo a uma verdadeira economia circular.
Segundo Klein Lankhorst, há lições concretas a serem colhidas em estratégias que combinam tecnologias, políticas públicas e engajamento social. "Existem abordagens variadas de coleta seletiva e sistemas de retorno de embalagens que se mostram muito eficientes; nossa tarefa é mapear essas boas práticas e adaptá-las ao contexto local", disse a executiva à Espresso Italia. A presidente da Expra lembrou que a diversidade de modelos é uma força quando usada como base para inovação e cooperação transnacional.
Entre os exemplos citados durante a conversa, Klein Lankhorst mencionou países nórdicos e a Alemanha como referências frequentes em termos de taxas de reciclagem e esquemas de devolução de embalagens. Ela destacou, porém, que não existe uma solução única: o sucesso depende da combinação de responsabilidade estendida do produtor (EPR), logística eficiente, educação do consumidor e instrumentos econômicos que incentivem a redução de resíduos e o design sustentável.
Para a líder da Expra, é essencial também investir em transparência e monitoramento, com sistemas digitais que permitam acompanhar fluxos de material e medir desempenho. "Medir é iluminar o caminho: sem indicadores claros não conseguimos avaliar progresso nem identificar pontos de melhoria", afirmou. A adoção de tecnologia, segundo ela, potencializa a colaboração entre governos, indústrias e sociedade civil, sem tirar do cidadão a responsabilidade por práticas cotidianas de consumo consciente.
A conversa em Ecomondo também trouxe à tona desafios persistentes, como a contaminação das frações recicláveis, custos de infraestrutura e a necessidade de harmonização regulamentar entre países. Klein Lankhorst defendeu políticas que promovam o eco-design e a modulação das taxas dentro dos regimes de EPR, para premiar embalagens mais recicláveis e penalizar soluções de difícil recuperação.
Fechando o balanço, a presidente da Expra fez um apelo otimista e realista: é preciso combinar ambição política com pragmatismo técnico. "Podemos semear inovação e tecer laços entre iniciativas locais e europeias. Assim, iluminamos novos caminhos que garantam valor econômico e legado ambiental para as próximas gerações", concluiu Klein Lankhorst, enquanto a comunidade reunida em Rimini discutia passos concretos para acelerar a circularidade na prática.
O testemunho reforça a visão de que a coleta de resíduos e a gestão de embalagens são pivôs do renascimento sustentável europeu — um horizonte límpido que exige esforço conjunto e decisões bem informadas.

