Solo esgotado: Re Soil alerta que alimentos ficarão mais pobres se não nutrirmos a terra

Re Soil alerta: 65% dos solos europeus estão degradados; na Itália 47%. Sem matéria orgânica, alimentos ficarão mais pobres. Saiba o que propor Ecomondo.

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Solo esgotado: Re Soil alerta que alimentos ficarão mais pobres se não nutrirmos a terra

Em um alerta que ilumina o futuro da nossa alimentação, Debora Fino, presidente da Fundação Re Soil, afirmou em declaração à Espresso Italia, em transmissão ao vivo de Ecomondo, em Rimini, que a degradação dos solos já alcança níveis alarmantes e ameaça a qualidade dos alimentos. "Se não incrementarmos a matéria orgânica presente nos solos, em pouco tempo teremos alimentos cada vez mais pobres", disse Fino, lembrando que a feira sobre sustentabilidade, green, blue e economia circular segue até 6 de novembro.

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Os números são nítidos e preocupantes: cerca de 65% dos solos europeus estão degradados. A realidade italiana não fica muito atrás: aproximadamente 47% dos territórios do país enfrentam algum grau de degradação do solo. Esses percentuais traduzem não apenas perda de produtividade, mas uma erosão silenciosa da capacidade dos ecossistemas alimentares de sustentar refeições nutritivas e resistentes às mudanças climáticas.

Fino destacou que a solução passa por recuperar e aumentar a matéria orgânica nos solos — um processo que opera como um farol para restaurar a saúde da terra. "Sem matéria orgânica, o solo perde estrutura, capacidade de reter água e nutrientes, e a cadeia que leva do campo à mesa se enfraquece", explicou. A presidente da Fundação Re Soil defendeu práticas agrícolas regenerativas, manejo integrado e políticas públicas que incentivem a restauração dos solos como pilares para um sistema alimentar mais justo e resiliente.

Em tom de convocação pragmática, Fino lembrou que investir no solo é semear bem-estar coletivo: recuperar a matéria orgânica significa melhorar a qualidade dos alimentos, aumentar a resistência às secas e chuvas extremas e proteger a biodiversidade do campo. "É uma luz que acendemos para o futuro: cultivar solos saudáveis é cultivar cidadãos saudáveis", resumiu, tecendo uma narrativa que combina ciência com responsabilidade social.

A intervenção no estande de Re Soil em Ecomondo trouxe também referências técnicas e exemplos de práticas já em uso por agricultores e projetos de pesquisa. Entre as medidas destacadas estão a rotação de culturas, cobertura vegetal permanente, compostagem e incorporação sistemática de matéria orgânica por meio de técnicas agroecológicas. Essas ações, segundo Fino, não são apenas escolhas técnicas, mas investimentos de longo prazo no capital natural que sustenta a alimentação humana.

Enquanto a comunidade científica e os gestores públicos debatem estratégias, a mensagem de Re Soil é clara: precisamos agir agora para reverter a degradação e garantir um horizonte límpido para as próximas safras. Assim, ao iluminar novos caminhos para a gestão do solo, cultivamos também a possibilidade de um renascimento cultural e ambiental — uma transformação onde inovação, ética e cuidado com a terra caminham lado a lado.

Para quem acompanha Ecomondo, a fala de Debora Fino é um chamado prático e esperançoso: nutrir a terra é nutrir nosso futuro. E, como curadora de progresso, a Espresso Italia segue conectando histórias e soluções que semeiam impacto positivo.

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