X Factor 2026: 'Jukebox Night' transforma Arena em viagem aos anos 60 e 70

X Factor 2026 traz 'Jukebox Night': concorrentes reinventam clássicos dos anos 60 e 70 em Live na Sky e NOW. Saiba as músicas e formato da noite.

X Factor 2026: 'Jukebox Night' transforma Arena em viagem aos anos 60 e 70

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X Factor 2026: 'Jukebox Night' transforma Arena em viagem aos anos 60 e 70

Por Chiara Lombardi — Nesta quinta-feira, 5 de novembro, o X Factor 2026 convida o público a embarcar em uma verdadeira máquina do tempo musical: a terceira noite de Live é a celebrada Jukebox Night. O palco da X Factor Arena, em transmissão pela Sky e streaming no NOW, será vestido com as cores, sons e atitudes que definiram os anos Sessenta e Setenta, numa curadoria que resgata clássicos que moldaram gerações.

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À frente da condução, a apresentadora Giorgia guia a serata prodotta da Fremantle, num formato que mistura nostalgia e competição: os 11 concorrentes ainda em prova serão divididos em duas manchetes; ao final de cada bloco, os menos votados duelam no tradicional confronto final, cuja decisão recai sobre os juízes à mesa. Se houver maioria entre os quatro, o participante é eliminado; em caso de empate, o veredito volta ao público via Tilt. Esse mecanismo, já parte do roteiro do programa, funciona como espelho da audiência — uma balança que alterna memória afetiva e urgência do presente.

As escolhas dos jurados — Francesco Gabbani, Irama, Jake La Furia e Paola Iezzi — reforçam o conceito: cada artista foi chamado a reinterpretar hinos que, nos anos 60/70, reconfiguraram paisagens sonoras e discursos culturais. Na equipe de Gabbani, Giacomo Calò encara a balada monumental “All by Myself” na versão de Eric Carmen; a banda Scraffs mergulha no punk com “God Save the Queen” dos Sex Pistols; e Teo Bok revisita a melancolia clássica de “Have You Ever Seen the Rain?” dos Creedence Clearwater Revival.

No time de Irama, Le Distanze recebe a missão de reinterpretar “Another Brick In The Wall, Part Two” dos Pink Floyd — um hino de resistência ao conformismo, embebido em um dos riffs mais reconhecíveis do rock. Lenanie traz para a arena a sagacidade crítica e a ironia social de “Ma il cielo è sempre più blu” de Rino Gaetano, enquanto Patrizia enfrenta a intensidade emotiva de “Tu si' 'na cosa grande” de Domenico Modugno, obra-prima da canção napolitana.

Já na bancada de Jake La Furia, Alex Fontana se debruça sobre o lirismo sinfônico de “Nights in White Satin” dos The Moody Blues, e ALÌA é convidada a reviver a explosão pop de “Mamma Mia” dos ABBA. Por fim, na equipe de Paola Iezzi, Camilla assume o charme retrô de “Be My Baby” das The Ronettes, enquanto a jovem banda Mad-Dog encara a audácia glam de “Rebel Rebel” de David Bowie. A escalar de Manu também fecha o trio de Paola com outro clássico escolhido para dialogar com o tema da noite.

Mais do que um desfile de covers, a Jukebox Night funciona como um laboratório de identidade: como cada artista reposiciona um legado sonoro? O que esses hinos dizem hoje sobre jovens intérpretes e sobre a plateia que os assiste? Em termos culturais, a noite promete revelar não só vozes, mas escolhas estéticas — o reframe da memória musical em chave contemporânea. Será uma sessão que mistura carinho pela tradição e vontade de subversão, um roteiro oculto que nos fala sobre o presente através das batidas do passado.

O resultado, como sempre, será moldado pela votação do público e pelos cortes dos juízes: uma dramaturgia coletiva onde o passado empresta trilha sonora ao futuro. Acompanhe os Live na Sky e no NOW e descubra quais interpretações transformarão esses clássicos em novas pegadas para a cena musical italiana.

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