Tajani após midterms nos EUA: 'Não somos trumpianos' e aliança Itália-EUA não muda
Tajani diz que resultado dos midterms nos EUA não altera a aliança Itália‑EUA: 'Não somos trumpianos' e 'Meloni não é uma maga'.
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Tajani após midterms nos EUA: 'Não somos trumpianos' e aliança Itália-EUA não muda
Em reação ao resultado dos midterms nos Estados Unidos, o vice‑primeiro‑ministro e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, reafirmou que nem ele nem seu partido adotam posição alinhada ao estilo de Donald Trump. 'Não somos nunca trumpianos. Nem a Meloni é uma maga, pelo amor de Deus', afirmou Tajani em entrevista, sublinhando a separação entre pragmatismo conservador e personalismos políticos.
Tajani destacou que a derrota relativa do partido republicano nas eleições de meio de mandato não irá alterar os vínculos entre Roma e Washington. 'Não se votou na Itália. Nós respeitamos sempre e em qualquer caso as escolhas e também as mudanças dos Estados Unidos, permanecendo seus aliados leais e estratégicos', disse o líder de Forza Italia.
Ao comentar possíveis repercussões do resultado norte‑americano no tabuleiro político italiano, o vice‑premier foi direto: as questões internas dos EUA permanecem internas. 'Os Estados Unidos são a maior democracia do mundo e não nos cabe intervir ou comentar além do respeito aos resultados', afirmou Tajani, remetendo à ideia de soberania eleitoral e à prudência diplomática que deve nortear as relações bilaterais.
O ministro insistiu que o desfecho das midterms não modifica a linha do governo italiano. 'Sou vice‑primeiro‑ministro de um governo de centro‑direita e líder do segundo partido da maioria. Reafirmo: não muda a posição da Itália', disse, lembrando que trabalhou com o mesmo empenho tanto com Marco Rubio quanto com Joe Biden. 'Temos ótimos contatos com todos', acrescentou, reforçando a prática diplomática que tem como alicerce a manutenção de canais com diversos atores.
Para Tajani, a aliança entre Itália e Estados Unidos é construída sobre reciprocidade e respeito nacional: 'Ser aliado significa olhar o interlocutor nos olhos, com a coluna ereta e a cabeça erguida'. Essa metáfora remete à ideia de que a parceria é uma ponte entre nações, erguida sobre alicerces claros: confiança, interesses nacionais e equilíbrio, não obediência cega.
Mesmo defendendo a lealdade à aliança, o vice‑premier sublinhou que isso não equivale a uma adesão incondicional às escolhas americanas. 'Temos sempre uma relação de aliança a cabeça erguida: quando concordamos por interesse nacional, estamos juntos; quando não concordamos, também o fazemos em defesa do interesse nacional italiano', afirmou, lembrando o peso da caneta nas decisões que protegem os interesses dos cidadãos.
As declarações foram feitas às margens de um encontro sobre a manovra entre Forza Italia e Confsal, momento em que Tajani procurou tranquilizar os eleitores e parceiros europeus quanto à estabilidade da política externa italiana. Na prática, a mensagem do vice‑premier foi clara: independentemente das oscilações eleitorais em Washington, a arquitetura da relação italo‑americana permanece intacta, com a Itália atuando como aliada leal, mas vigilante.

