Água: Casini (Aubac) alerta que estamos atrasados em infraestrutura e que os dados devem guiar a prevenção

Casini (Aubac) alerta: estamos atrasados em infraestrutura; dados climáticos devem orientar prevenção e planejamento hídrico diante das mudanças climáticas.

Água: Casini (Aubac) alerta que estamos atrasados em infraestrutura e que os dados devem guiar a prevenção

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Água: Casini (Aubac) alerta que estamos atrasados em infraestrutura e que os dados devem guiar a prevenção

Por Giulliano Martini. Em declaração à Espresso Italia, ao vivo de Ecomondo, Marco Casini, secretário-geral da Aubac e diretor do Escritório do Parlamento Europeu na Itália, fez um diagnóstico direto sobre a gestão hídrica diante das mudanças climáticas: é preciso passar do "depois" para o "antes". A ênfase é clara: a chave é a prevenção contra o risco hidrológico, ancorada em dados robustos.

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Casini afirmou que, embora atualmente exista um maior conhecimento sobre o mundo da água, no passado os eventos associados ao risco hidrológico eram menos frequentes e menos intensos, e por isso o tema permaneceu em grande parte subestimado. "O quadro de informação nos permitiu ter uma situação mais clara: os dados nos dizem que estamos atrasados do ponto de vista das infraestruturas, enquanto o clima mudou e exerce pressões mais fortes e rápidas que exigem atividades de adaptação a situações antes inexistentes", resumiu o dirigente.

Na avaliação feita em Ecomondo, Casini detalhou medidas práticas. Cidades precisam de mais vegetação diante das ondas de calor; plantar árvores não é apenas estética, é estratégia hídrica, porque aumenta a retenção e a disponibilidade de água e estimula soluções de reciclagem e reuso. Para o secretário-geral da Aubac, a Itália ainda não concluiu o seu percurso normativo sobre o tema — um passo necessário para consolidar práticas que integrem gestão, recuperação e uso eficiente.

O ponto central da reportagem é técnico: a coleta sistemática de parâmetros climáticos — quantitativos de chuva, temperatura, umidade do solo, infiltração — permite estimar com precisão de quanta água um território dispõe, e identificar os fatores de criticidade. "Ao mesmo tempo, é importante conhecer os consumos de água. Os dados são a base da planificação", declarou Casini, sublinhando a necessidade de cruzamento de informações para orientar decisões de investimento e intervenções de mitigação.

Em linguagem de apuração, o diagnóstico de Casini segue a lógica da prevenção baseada em evidências: monitoramento contínuo, normativa atualizada e investimento em infraestruturas resilientes. A recomendação é pragmática e técnica — adaptar territórios a eventos que, graças às mudanças climáticas, ocorrem com maior frequência e intensidade.

Do ponto de vista operacional, a mensagem é um roteiro: ampliar redes de sensores e estoques de dados climáticos, integrar inventários de consumo e recursos hídricos, e priorizar intervenções verdes nas cidades. É um chamado para que políticas públicas e planejadores deixem de reagir ao desastre e passem a prevenir a crise.

Este é o relato direto de uma fonte que combina interlocução institucional — como diretor do Escritório do Parlamento Europeu na Itália — com visão técnica de gestão de risco. A conclusão é objetiva: sem dados e sem investimentos em infraestruturas, a capacidade de adaptação será insuficiente. A notícia foi apurada in loco e cruzada com as declarações oficiais registradas durante o evento Ecomondo.

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