Gemmato: “Injusto falar em cortes ao SSN; Governo Meloni dobrou o Fundo para 2025-26”
Gemmato rebate acusações: Governo Meloni dobrou o Fundo sanitário para 2025-26; aumento de quase €10 bi e resposta às críticas sobre cortes no SSN.
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Gemmato: “Injusto falar em cortes ao SSN; Governo Meloni dobrou o Fundo para 2025-26”
Em declarações à margem do evento Johnson & Johnson '50 anos de futuro: Italian Health & Care Forum', realizado em Latina, o subsecretário da Saúde Marcello Gemmato rebateu as críticas que acusam o Executivo de reduzir os recursos do SSN. Para Gemmato, é “injusto” enquadrar a situação como um corte: segundo o representante do governo, o Fondo sanitario crescerá em quase 10 bilhões de euros no biênio 2025-2026 — um aumento que, na sua avaliação, corresponde ao dobro do que foi alocado durante os anos da Covid.
“Dizer que houve tagli ao Fundo sanitário me parece, no mínimo, injusto em relação a um Governo como o nosso que, sem estourar os limites orçamentários e mantendo o equilíbrio das contas, continua a investir”, afirmou Gemmato. Ele ressaltou que o aumento se fez “em discontinuidade com outros governos” e insistiu que os eventuais cortes atribuídos ao atual Executivo ocorreram em períodos em que estavam no poder aqueles que hoje fazem as acusações.
O subsecretário reconheceu, porém, que há demandas legítimas das Regiões por mais recursos. “Compreendo que existam necessidades diferentes por parte das Regiões, a necessidade de mais meios, mas isso não deve partir do pressuposto errado de que houve cortes”, disse Gemmato. A fala foi proferida num contexto de debate sobre a sustentabilidade financeira do sistema de saúde pública e sobre como a distribuição de recursos impacta o atendimento local.
Na leitura de Giuseppe Borgo, repórter de política e cidadania, a declaração do subsecretário toca diretamente os alicerces da lei orçamentária: é uma tentativa de mostrar aos cidadãos que a “pesada caneta” do Tesouro está sendo manejada para sustentar a construção de direitos sem comprometer a estabilidade fiscal. Ainda assim, a crítica prática permanece: a existência de aumento global no Fundo não elimina a fricção entre nível central e Regiões na hora de distribuir os recursos onde a demanda é mais urgente.
A metáfora é útil: gerir o financiamento do sistema de saúde é como edificar uma ponte — é preciso garantir que os pilares centrais sejam robustos (Fondo sanitario), mas também que as articulações locais não fiquem desprotegidas. Gemmato defende que o Governo Meloni priorizou o reforço desse fundo, mas admite o desafio de ajustar essa alocação para as realidades regionais.
O pronunciamento em Latina, durante um fórum que reuniu indústria e autoridades de saúde, coloca o debate no centro da agenda política: como equilibrar a proteção do SSN com as exigências de responsabilidade fiscal? A resposta do Executivo, segundo Gemmato, passa por aumentar o montante global sem abrir mão do equilíbrio orçamental — uma construção de políticas que exige tradução prática para quem depende diariamente dos serviços de saúde.
Fica o convite à transparência: acompanhar a execução do aumento anunciado e verificar se, na prática, as regiões percebem o resultado desse reforço financeiro. Essa será a medida mais concreta para avaliar se os novos investimentos vão, de fato, derrubar as barreiras burocráticas e fortalecer o atendimento à população.

