EICMA: ICE traz cerca de 12.000 buyers a Itália em 2025 e acelera exportações do Made in Italy
ICE levará ~12.000 buyers à EICMA 2025, impulsionando o Made in Italy e conectando empresas italianas a mercados globais.
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EICMA: ICE traz cerca de 12.000 buyers a Itália em 2025 e acelera exportações do Made in Italy
Por Stella Ferrari — Na abertura da feira internacional das duas rodas em Milão, o presidente da agência ICE, Matteo Zoppas, destacou o papel estratégico da participação institucional para fortalecer o Made in Italy. Segundo Zoppas, a presença da agência na Eicma viabiliza o incoming de aproximadamente 12.000 clientes, operadores e buyer em 2025, número que tende a crescer de forma consistente em 2026.
“Com esta manifestação trazemos para a Itália cerca de 12 mil entre buyer e clientes. Servem ao Made in Italy para crescer”, afirmou Zoppas, sublinhando que a feira exibe tanto a qualidade quanto as novidades da cadeia produtiva italiana. A intervenção do ICE funciona como uma conexão institucional que facilita a criação de relazioni comerciais e estratégicas entre empresas italianas e compradores internacionais.
Na visão de quem acompanha mercados e política industrial com foco em alta performance, a ação do ICE opera como um verdadeiro motor da economia: não apenas direciona fluxo de visitantes qualificados — o que chamamos de incoming — mas também calibra as relações comerciais que alimentam exportações e repetidas encomendas. Essa calibragem é crucial para pequenas e médias empresas que dependem de canais externos para escalar produção e penetração em mercados premium.
Zoppas ressaltou que a agência não atua apenas em benefício das grandes marcas: “Estamos fazendo um pouco de motor para as relações que interessam também às piccole e medie imprese e às grandes empresas que precisam desse apoio sobretudo neste momento”. Em outras palavras, o ICE oferece a infraestrutura relacional e o suporte de mercado que muitas firmas italianas necessitam para manter a competitividade global.
Em Milão, a Eicma se apresenta como vitrine tecnológica e comercial, onde o design, a inovação e a capacidade industrial do país se encontram. Para o observador atento às dinâmicas de exportação, a feira não é apenas um evento setorial: é um ponto de partida para contratos, parcerias e para a internacionalização do sistema produtivo italiano — uma aceleração de tendências que, bem orientada, sustenta a recuperação e o crescimento do setor.
Como estrategista que dialoga com conselhos de administração e gestores de empresas de luxo e engenharia, vejo nesta ação do ICE um exemplo de desenho de políticas públicas eficaz: promover o encontro qualificado entre oferta e demanda externa, ampliando a rede de contatos e minimizando os custos de entrada em mercados estrangeiros. Em termos práticos, isso significa mais business intelligence, leads qualificados e, idealmente, mais pedidos concretos para as empresas que expõem em Milão.
Feitas as contas, a presença institucional do ICE na Eicma funciona como um acelerador para o ecossistema do Made in Italy — um ato estratégico que combina promoção internacional, inteligência comercial e suporte a empresas de todos os portes. O desafio, agora, é transformar esses milhares de visitas qualificadas em contratos duráveis e valor agregado para a indústria italiana.
Stella Ferrari é economista sênior e estrategista de negócios da Espresso Italia, com foco em desenvolvimento, luxo e relações internacionais.

