Eicma 83ª edição abre em Milão com expansão e forte presença internacional

Eicma 83ª edição abre em Milão com 765 expositores, 2.142 marcas de 52 países e dez pavilhões em Fiera Milano Rho. B2B e forte presença internacional.

Eicma 83ª edição abre em Milão com expansão e forte presença internacional

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Eicma 83ª edição abre em Milão com expansão e forte presença internacional

Foi oficialmente inaugurada hoje, em Milão, a Eicma, na sua 83ª edição, que ocupa pela primeira vez dez pavilhões em Fiera Milano Rho, um a mais que em 2025. O evento, em programação até domingo, 8 de novembro, apresenta números robustos: 765 expositores, 2.142 marcas oriundas de 52 países e cerca de 300 mil metros quadrados entre área expositiva e espaços externos.

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O início da mostra concentra-se nas duas jornadas B2B — hoje e amanhã, quarta-feira, 4 de novembro — voltadas à imprensa especializada e aos operadores do setor. Milhares de jornalistas e dezenas de milhares de profissionais são aguardados para participar de apresentações, estreias internacionais, reuniões comerciais e painéis de debate. Fabricantes, fornecedores, importadores e distribuidores convergem em Milão para apresentar novidades, fechar acordos e ampliar redes de relacionamento, enquanto a mídia transversaliza tendências e produtos para audiências globais.

“Desde 2021 dobramos os pavilhões, de cinco para dez. Esse crescimento reflete a decisão das empresas de continuar investindo na Eicma e no valor do encontro presencial”, afirma Paolo Magri, CEO da Eicma. “As jornadas B2B são o coração dessa função: aqui o trabalho das empresas se encontra com um público mundial e se traduz em contatos comerciais, oportunidades de comunicação e acesso a novos mercados.”

Na cerimônia de abertura compareceram, entre outras autoridades, o vice‑primeiro‑ministro e ministro das Infraestruturas e dos Transportes Matteo Salvini, Paolo Magri, administrador‑delegado da EICMA S.p.A.; Pietro Meda, presidente da Eicma; Mariano Roman, presidente da Confindustria ANCMA; Giovanni Bozzetti, presidente da Fundação Fiera Milano; Matteo Zoppas, presidente da ICE; Giuseppe Sala, prefeito de Milão; e Attilio Fontana, presidente da Região da Lombardia.

Os indicadores oficiais reforçam a atração internacional: 74% das marcas são estrangeiras e 30% das empresas expositoras diretas participam pela primeira vez ou retornam após ausência. Esses dados apontam não apenas expansão física, mas também renovação da oferta e representatividade da indústria das duas rodas e de sua cadeia produtiva.

“Em torno da Eicma organiza‑se todo um setor: as empresas preparam lançamentos, operadores cruzam o planeta para se encontrar e os entusiastas planejam a visita”, observa Pietro Meda. “Esse efeito gera oportunidades e emprego além dos pavilhões, envolvendo Milão e a Lombardia. Nossa responsabilidade é sustentar esse ecossistema.”

Do ponto de vista econômico e estratégico, a Eicma atua como um motor: catalisa negociações, acelera tendências e oferece uma plataforma de calibragem para decisões de investimento no segmento das duas rodas. Para o mercado, trata‑se de uma vitrine onde design, tecnologia e cadeias globais se alinham sob a lógica da alta performance industrial — uma espécie de bancada de ensaio para estratégias comerciais e industriais que definirão o ritmo do setor nos próximos anos.

Em termos práticos, as próximas horas são decisivas: as jornadas B2B oferecerão o palco para anúncios, parcerias e testes de mercado, enquanto a programação pública promete traduzir essa energia em experiências para consumidores e entusiastas. Em suma, a Eicma 83ª edição confirma Milão como epicentro temporário da indústria global das duas rodas — um evento cujo impacto econômico e simbólico exige atenção afinada por parte de investidores, marcas e formuladores de políticas.

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