Caso Pietracatella: político ouvido em audiência sigilosa em Larino
Político ligado a Gianni Di Vita foi ouvido em audiência sigilosa em Larino; procuradoria mantém sigilo após descoberta de ricina nas vítimas.
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Caso Pietracatella: político ouvido em audiência sigilosa em Larino
Larino — Em novo capítulo do caso que comoveu a região, foi ouvido pelos investigadores um político ligado a Gianni Di Vita, marido e pai das vítimas no chamado caso Pietracatella. A audiência ocorreu de forma reservada no tribunal de Larino, distante da questura de Campobasso, onde normalmente são convocadas testemunhas e onde, nos últimos meses, permaneceram câmeras e equipes das principais emissoras nacionais.
Fontes próximas ao inquérito confirmaram que a pessoa ouvida ocupa um cargo político de relevância em Molise e tem vínculo próximo com Gianni Di Vita. A escolha de realizar a audizione em Larino, fora do ambiente habitual das convocações, foi adotada para garantir maior discrição e evitar a aglomeração de imprensa que tem marcado as citações na capital provincial.
A Procuradoria de Larino, sob a direção da procuradora Elvira Antonelli, mantém desde o início uma postura de total reserva sobre as diligências. Essa linha de sigilo tem sido constante desde a identificação de traços de ricina em amostras biológicas de Antonella Di Ielsi e de sua filha Sara Di Vita, falecidas em 28 e 27 de dezembro, respectivamente, do ano passado.
O procedimento reservado, segundo apuração cruzada, visa proteger tanto o andamento técnico das investigações quanto a segurança das pessoas convocadas. Em casos de alto interesse público e cobertura intensa, a movimentação de fontes e testemunhas em locais alternativos é prática adotada para reduzir interferências e preservar a integridade das depoimentos.
Fontes judiciais consultadas pela nossa reportagem afirmam que não há, até o momento, indicação de mudança na linha investigativa definida pela Procuradoria. As diligências permanecem focadas na análise laboratorial das evidências, na reconstituição dos fatos e no exame das relações pessoais e institucionais em torno das vítimas.
Desde a confirmação da presença de ricina nas amostras, o caso passou a requerer protocolos específicos de manuseio e privacidade. A combinação de riscos toxicológicos com o forte interesse midiático transformou cada passo investigativo em uma operação com necessidade de controle rígido de informação.
Como correspondente com longa experiência na Itália, aprimorei o hábito do cruzamento de fontes e da checagem meticulosa. Nesta fase, a autoridade magistrada em Larino privilegia o silêncio operativo: detalhes sobre o conteúdo do depoimento, possíveis implicações ou novas convocações não foram divulgados oficialmente.
O caso Pietracatella segue sob investigação. A reportagem continuará acompanhando as etapas processuais, com apuração in loco e verificação rigorosa das informações fornecidas pela Procuradoria e por fontes judiciais autorizadas, trazendo ao leitor os fatos brutos e a realidade traduzida sem ruído especulativo.

