Martina Colombari sobre a diástase abdominal: 'Pode acontecer, não é tragédia'

Martina Colombari fala sobre a diástase abdominal na Rai 1: normalizar após parto, sem tragédia; médica explica riscos e sintomas.

Martina Colombari sobre a diástase abdominal: 'Pode acontecer, não é tragédia'

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Martina Colombari sobre a diástase abdominal: 'Pode acontecer, não é tragédia'

Martina Colombari voltou a falar publicamente sobre a sua experiência com a diástase abdominal durante a participação no programa La Volta Buona, da Rai 1. Com a voz calma de quem desmonta um estigma, ela explicou porque decidiu mostrar o problema também nas redes sociais: não para chocar, mas para normalizar um resultado comum após a gravidez.

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“Queria mostrar justamente para dizer que pode acontecer depois do parto, mas não façamos disso uma tragédia”, afirmou. A atriz e apresentadora descreveu a sua condição com naturalidade: “Para mim não é um problema, não me dá incômodo, não é um handicap. Esteticamente não é muito bonito porque não terei nunca o abdome plano”. Nos vídeos publicados no Instagram, ela chegou a dizer que tem “um buraco aqui no meio, passa uma mão”.

Martina explicou que no seu caso trata-se de uma diástase abdominal mínima e que, quando a condição evolui para algo mais grave com hérnias e dores, a abordagem é outra. “Quando vira um problema sério, que cria hérnias e dor, aí é outro discurso”, ponderou. Ela também justificou a sua opção por não se submeter a cirurgia: segundo Colombari, a operação é complexa e arriscada, geralmente feita pela cicatriz da cesárea e requer a colocação de uma tela — um procedimento que não foi necessário no seu caso.

O relato pessoal ganhou respaldo médico durante o programa. O professor Pietro Lorenzetti confirmou que a diástase pode provocar dores nas costas, sintomas digestivos e que, em muitos casos, “não volta ao lugar” sozinho. A ponderação clínica serve como lembrete de que cada corpo responde de maneira distinta e que o acompanhamento especializado é essencial quando a condição traz sintomas ou limitações.

Mais do que um relato íntimo, a fala de Martina Colombari funciona como um pequeno ensaio sobre a visibilidade do corpo feminino pós‑gravidez: é um espelho do nosso tempo que questiona o imperativo do corpo perfeito e reintroduz a ideia de que a aparência carrega histórias — de parto, de cicatrizes, de escolhas. Ao optar por expor sua experiência, Colombari propõe um reframe: transformar um fato médico e estético em assunto público, sem sensacionalismo, sem a urgência de uma correção imediata.

Para leitores e espectadoras, a mensagem é clara e sofisticada em sua simplicidade: a diástase pode ser tratada, monitorada e, muitas vezes, aceita como parte do roteiro corporal que a maternidade escreve. Como em um filme que revela mais nas entrelinhas do que nas cenas principais, a narrativa de Colombari nos convida a olhar para o que está além da superfície — a memória do corpo, as escolhas médicas e a linguagem que usamos para falar sobre elas.

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