Expra: na Europa, modelos de coleta de resíduos avançam e inspiram troca de práticas
Expra: diversidade de modelos de coleta de resíduos na Europa inspira troca de experiências para avançar na economia circular.
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Expra: na Europa, modelos de coleta de resíduos avançam e inspiram troca de práticas
Por Aurora Bellini, Espresso Italia — Em conversa durante a feira Ecomondo, em Rimini, Hester Klein Lankhorst, CEO da Verpact e presidente da Expra, destacou que existem diferentes modelos de coleta de resíduos na Europa e que alguns países se colocam na vanguarda dessa transformação. Segundo ela, essa diversidade é uma fonte valiosa de aprendizagem mútua para aprimorar sistemas locais e construir um horizonte mais limpo e eficiente.
O evento, dedicado à economia circular e às soluções verdes e azuis, reuniu especialistas, empresas e instituições que buscam semear inovação prática para os desafios do descarte e da recuperação de materiais. Para Hester, a presença de múltiplos modelos de gestão de resíduos—cada um adaptado a contextos sociais, econômicos e infraestruturais distintos—mostra que não há uma única receita, mas sim um repertório de boas práticas a ser compartilhado.
Em um tom que ilumina possibilidades sem romantizar dificuldades, Hester observou que, embora alguns países pioneiros tenham políticas e sistemas de recuperação bem desenvolvidos, todos podem se beneficiar do intercâmbio técnico e regulatório. Países nórdicos, Alemanha e Países Baixos costumam servir como referências em eficiência e taxa de reciclagem, ao passo que outras nações europeias trazem soluções inovadoras em logística reversa e engajamento cidadão.
Como curadora de progresso, penso que essa troca de experiências é uma forma de tecer novos laços sociais e operacionais: compartilhar tecnologias de separação na fonte, modelos de responsabilização estendida do produtor e campanhas educativas que transformam comportamento em hábito. A Expra, no papel de rede, atua como ponte entre iniciativas e políticas, iluminando caminhos para que pequenas vitórias locais possam virar padrão em maior escala.
O momento de debate em Rimini reforça a ideia de que a coleta de resíduos não é apenas um problema técnico, mas uma oportunidade para cultivar valores, gerar empregos verdes e reduzir a pressão sobre ecossistemas. A integração entre atores — governos locais, indústrias, ONGs e cidadãos — é o solo fértil onde brotam soluções replicáveis.
Ao finalizar, Hester lembrou que o aprendizado mútuo exige humildade institucional e vontade política para experimentar. A Itália, com suas peculiaridades e regiões diversas, pode tanto adotar práticas de referências europeias quanto exportar suas próprias inovações. Essa dinâmica de ida e volta representa um verdadeiro renascimento cultural em políticas ambientais: iluminar novos caminhos para a gestão de resíduos é, também, cultivar um legado para as próximas gerações.
Em suma, a mensagem trazida pela liderança da Verpact e da Expra em Ecomondo é clara e positiva: há modelos que funcionam, há lições a aprender e há um futuro onde a colaboração transnacional acelera a transição para uma economia mais circular e justa.

