Met descobre tesouros: cerâmicas dos Della Robbia e tapetes da Savonnerie em duas exposições
Met apresenta duas exposições: Della Robbia com cerâmicas vidradas e Savonnerie com tapetes reais de Louis XIV. Experiência sensorial até 2028.
RESUMO ✦
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Met descobre tesouros: cerâmicas dos Della Robbia e tapetes da Savonnerie em duas exposições
Olá, ciao—sou Erica Santini, a alma que adora navegar pelas tramas da história e pelos aromas das cidades. Do coração cultural de Nova York chega um convite para saborear a arte: o Met inaugura duas mostras simultâneas que recuperam o brilho de cerâmicas renascentistas e a pompa dos tapetes reais. São elas: Rediscovering Della Robbia (até 17 de janeiro de 2028) e A King's Carpet: Louis XIV and the Savonnerie (até 5 de março de 2028).
Em uma celebração à delicadeza e à cor, Rediscovering Della Robbia reúne a maior coleção nos Estados Unidos de terrecotte invetriate — as famosas cerâmicas vidradas criadas por três gerações da família Della Robbia: Luca, o inventor da técnica da terracota invetriada, e seus continuadores Andrea e Giovanni. Curada por Denise Allen com a curadora convidada Federica Carta, a mostra inclui 12 peças-primas entre empréstimos e aquisições recentes.
O momento alto é, sem dúvida, a reaparição de L'Assunzione della Vergine (Altare Marquand), de Andrea della Robbia — uma obra monumental de mais de três metros, originalmente composta por 66 seções. Depois de quase 70 anos nos depósitos, 33 das 66 seções, recém-restauradas, voltam a ser vistas em suas posições originais, permitindo ao visitante sentir a composição fragmentada como quem descobre páginas de um poema antigo. É impossível não imaginar a luz dourada de Florença refletida no esmalte, a textura do tempo nas superfícies, e a voz suave da história sussurrando: dolce far niente.
Ao mesmo tempo, o Met presta homenagem ao luxo do barroco francês com A King's Carpet: Louis XIV and the Savonnerie, organizada por Wolf Burchard e Elizabeth Cleland. A exposição mergulha na manufatura da Savonnerie, tão entrelaçada à corte de Louis XIV, quando os tapetes deixaram de ser simples objetos utilitários para se tornarem símbolos de poder e estética. Tapetes que exalam perfume de lã e corantes, com padrões que narram glórias e ambições reais, aparecem lado a lado com peças de cerâmica que dialogam com o mesmo amor pelo ornamento e pelo gesto artesanal.
Nestas duas mostras, o visitante encontra não apenas objetos — mas experiências sensoriais. Andando entre os painéis esmaltados e os tapetes ricamente trabalhados, é possível quase ouvir o murmúrio dos ateliês, sentir o calor do forno, e reconhecer a precisão manual que transforma matéria bruta em poesia. Andiamo: é um passeio entre cor, luz e história.
Para quem ama património, design e o prazer das coisas feitas à mão, o Met oferece um dueto imperdível. As exposições permanecem longamente, convidando várias visitas, cada uma com seus pequenos segredos: um detalhe restaurado, um fio de ouro, uma paleta de esmaltes que nunca vimos tão próxima. É a hospitalidade sofisticada da arte, servida como um aperitivo cultural para ser saboreado com calma.
Se você puder, programe uma visita e deixe-se perder entre os relevos vidrados e os motivos que parecem dançar sobre os tapetes. A arte, quando bem contada, tem gosto de viagem — e estas mostras no Met prometem uma viagem longa e deliciosa.

