Taranto 2026: Tamberi brilha e Itália atinge recorde de 191 medalhas nos Jogos do Mediterrâneo
Tamberi vence o salto em altura em Taranto 2026 e a Itália chega a 191 medalhas nos Jogos do Mediterrâneo. Destaques no remo, halterofilismo e karatê.
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Taranto 2026: Tamberi brilha e Itália atinge recorde de 191 medalhas nos Jogos do Mediterrâneo
Por Aurora Bellini — Em uma tarde que iluminou o estádio Valente como um pequeno farol no horizonte esportivo, Gianmarco Tamberi conquistou o ouro no salto em altura e deu mais um capítulo ao domínio italiano em Taranto 2026. O marchigiano, aplaudido pelo calor do público local, comandou a prova do início ao fim, confirmando uma trajetória de força e precisão que agora soma mais um troféu prestigioso.
Tamberi superou inicialmente 2,15 m e depois cravou 2,25 m — medida que o colocou no topo do pódio. Atrás, o grego Adonios Merlos ficou com a prata ao atingir 2,19 m, enquanto o compatriota Cristiano Falocchi garantiu o bronze com 2,15 m. Já com a vitória assegurada, Tamberi tentou elevar ainda mais o brilho: buscou a marca de 2,35 m, atual primato mundial da temporada, mas não converteu os três saltos de tentativa. Mesmo assim, a noite foi de celebração e de reconhecimento por parte da torcida italiana, cuja ovação o acompanhou a cada ensaio.
O cenário coletivo da delegação italiana segue também em crescimento — com um desempenho que levou a Itália a um marco histórico: 191 medalhas acumuladas nos Jogos do Mediterrâneo, um resultado que traduz o trabalho de base, a aposta em talentos e a dedicação cotidiana de atletas e técnicos.
No remo, houve motivos para sorrir em plural. A dupla formada por Christoforakis e Borgonovo venceu o título nos double de pesos leves após uma prova de recuperação: os italianos mudaram o ritmo na segunda metade e superaram a Grécia, fechando na frente. As mulheres italianas do double leve também dominaram a prova do começo ao fim, resistindo à reação grega e culminando à frente da Tunísia — resultado que se soma ao quadro de medalhas do dia (já marcado por um ouro, um prata e um bronze).
Outra regata trouxe mais uma medalha: a dupla Marvucic e Pratic conquistou a prata em uma prova consistente, terminando atrás apenas da Sérvia, imbatível na final, com a Grécia completando o pódio.
No halterofilismo, Giulia Miserendino ofereceu o primeiro ouro do dia para a Itália ao vencer o exercício do arrancada até 69 kg com 102 kg. Porém, na sequência, a siciliana não conseguiu repetir o desempenho no arremesso — finalizou em quinto com 120 kg, após duas tentativas sem êxito a 125 kg. “Recebi respostas importantes para o Mundial de outubro — disse a atleta à redação da Espresso Italia —. Vou trabalhar o arremesso, que ainda é um ponto a desenvolver.”
Na mesma disciplina, Alessandro Ficco subiu ao terceiro degrau do pódio no arrancada categoria até 85 kg, com 155 kg, enquanto o ouro foi do egípcio Elsayed (168 kg) e a prata do líbio Alzintani (167 kg).
O karatê também deu suas emoções: foram duas pratas para as italianas — Erminia Perfetto (-50 kg) perdeu a final por 9-3 para a argelina Ouikene, e Veronica Brunori (-55 kg) foi superada por 3-2 pela marroquina Chaimae Elhayti. No masculino, Luca Maresca venceu por 11-9 na categoria -67 kg, em combate decidido e valorizado pelo público.
Ao compor este mosaico de resultados, a delegação italiana semeia confiança rumo aos grandes compromissos internacionais, revelando novos caminhos e iluminando o legado esportivo do país. A jornada em Taranto desenha um horizonte límpido: é a prova de que investimento, técnica e coração podem, juntos, construir dias de glória.

