Ranucci fala em 'character assassination' sem precedentes; audiência de Lavitola no Riesame marcada para 7 de setembro
Ranucci denuncia 'character assassination' após onda de reportagens; audiência de Valter Lavitola no Riesame foi marcada para 7 de setembro.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Ranucci fala em 'character assassination' sem precedentes; audiência de Lavitola no Riesame marcada para 7 de setembro
Em um vídeo publicado no Instagram no dia de seu aniversário, o jornalista Sigfrido Ranucci agradeceu as manifestações de apoio que tem recebido e denunciou uma campanha midiática intensa contra si. 'Obrigado a todos que me demonstram atestados incríveis de solidariedade, de afeto, de proximidade', afirmou Ranucci, referindo-se a mais de dois mil artigos que, segundo ele, constituem uma verdadeira character assassination que 'talvez não tenha precedentes na história do nosso país'.
No registro, o autor e apresentador também convida o público para assistir a seu espetáculo Diario di un trapezista, que será apresentado no Parco della Legnara, em Cerveteri. 'Ao final, vou ficar com vocês para trocar impressões, apertar uma mão ou tirar uma foto. Depois desse espetáculo muitas coisas estarão mais claras', disse Ranucci, adicionando uma nota pessoal em meio à controvérsia.
O vídeo surge em meio às discussões sobre a exibição da nova temporada de Report e aos desdobramentos da investigação judicial sobre o atentado sofrido pelo jornalista em outubro de 2025. No campo jurídico, foi marcada para o próximo 7 de setembro a audiência diante do Riesame sobre a situação de Valter Lavitola. Segundo os defensores de Lavitola, o ex-editor e empresário prestará declarações espontâneas nessa ocasião.
Durante o interrogatório de garantia no carcere de Rebibbia, Lavitola teria admitido ser o mandante do atentado, justificando ter agido para supostamente aumentar o nível de proteção a Ranucci. Essas declarações, no entanto, foram avaliadas pelo juiz de instrução como 'fumosas, absolutamente genéricas e desprovidas de qualquer indicação concreta passível de verificação', e por isso o pedido de prisão domiciliar não foi aceito.
O tribunal do Riesame, acionado por recurso dos advogados Sergio e Arturo Cola, deverá se pronunciar sobre as necessidades cautelares e sobre a agravante do método mafioso que pesa na acusação. A decisão tem potencial para alterar significativamente o curso do processo e o entendimento sobre as motivações e a gravidade do atentado.
Paralelamente, pode ser marcada ainda nesta semana a audiência de interrogatório diante do Ministério Público solicitada pelas defesas dos quatro detidos em 30 de junho, apontados como os possíveis executores materiais do ataque. Até agora, os três homens presos e a mulher em prisão domiciliar se valeram da faculdade de permanecer em silêncio tanto no interrogatório de garantia quanto na audiência com o titular da investigação, limitando-se a declarações espontâneas.
Agora, segundo as fontes do processo, os quatro estariam prontos a voltar a depor e responder às perguntas dos investigadores. Eles são acusados, a vários títulos, de detenção e porto em lugar público e uso de artefato explosivo, ameaça e dano, com a agravante de ter agido em mais de cinco pessoas e com métodos assemelhados a práticas de tipo mafioso.
Mais do que um caso policial, este episódio se desenrola como um espelho do nosso tempo: a intersecção entre mídia, justiça e narrativa pública forma o roteiro oculto que define tanto a reputação pessoal quanto a confiança institucional. As próximas semanas, com a audiência do Riesame e eventuais depoimentos, prometem lançar luz sobre as contradições desse documento público que é a opinião coletiva.
Até lá, Ranucci segue no palco e nas redes, pedindo proximidade e prometendo que respostas — e talvez reconfigurações do enredo público — hão de emergir.

