Ex Ilva em Taranto: trabalhadores ocupam a SS7 e Urso pede 'cordata italiana' para evitar 'bomba social'
Trabalhadores da ex Ilva ocupam a SS7 em Taranto; Urso pede cordata italiana e convoca indústrias para evitar 'bomba social'.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Ex Ilva em Taranto: trabalhadores ocupam a SS7 e Urso pede 'cordata italiana' para evitar 'bomba social'
Presídio e paralisação marcaram mais um capítulo da crise da ex Ilva em Taranto. Nesta manhã, cerca de mil trabalhadoras e trabalhadores fecharam a estrada estadual SS7 em frente ao complexo siderúrgico após assembleia convocada pelas federazioni metalmeccaniche: Fim Cisl, Fiom Cgil, Uilm e Usb. O bloqueio da statale durou aproximadamente uma hora; a SS7 conecta Taranto a Massafra e, transformando-se na statale 100, segue até Bari — uma via arterial que já foi palco de outras ocupações em protestos anteriores.
O movimento, no entanto, não se limitou ao gesto simbólico: o sciopero continua. Para o primeiro turno a paralisação vai até as 15h; os segundo e terceiro turnos cumprem greve por oito horas. A mobilização antecede a convocação de amanhã para a mesa do Mimit, chamada pelo ministro Adolfo Urso, onde sindicatos e governo tentarão definir passos concretos.
O ministro Urso reiterou que é urgente acelerar a «construção de novos insediamenti produttivi» para dar resposta ao problema ocupacional que se abre com a recente decisão judicial: a Corte d'Appello di Milano impôs a chiusura dell'area a caldo em 90 dias até a completa messa in sicurezza e bonifica. Para Urso, as condicionais richieste dalla corte são tecnicamente impossíveis de realizar no prazo, configurando uma verdadeira «bomba sociale».
Na tentativa de montar um alicerce para a continuidade produtiva, o ministro disse ter convocado as siderúrgicas italiane juntamente com Confindustria, Federacciai e Federmeccanica, lançando um apelo para a constituição de uma cordata italiana. A ideia é buscar uma solução que preserve empregos e evite o colapso econômico local sem sacrificar a segurança ambiental.
Entre as alternativas em avaliação está a proposta do grupo Jindal, que teria oferecido importar bramme produzidas em seu novo altoforno na Índia para manter a atividade a valle e mitigar os impactos da pausa na área a caldo. Os commissari estão analisando a viabilidade técnica, ambiental e financeira dessa hipótese; Urso exigiu uma resposta em prazo curto: «entro questa settimana».
A reação sindical é de alerta: a Cgil Puglia declarou «pieno sostegno» à greve, apontando que a situação é consequência da falta de vontade política em encarar de forma concreta a transição e a ambientalização do sito produttivo. «Não se pode carregar sobre os ombros de milhares de lavoratori as consequências de anos de negligência», afirma o sindicato.
Como repórter e observador dos alicerces que ligam decisões de Roma à vida das comunidades, registro que estamos diante de uma encruzilhada: é necessário construir uma ponte entre a emergência social e soluções industriais sustentáveis, sem negociar a saúde nem o trabalho. O «peso da caneta» agora está nas mãos das autoridades e das empresas; o desafio é transformar essa pressão em um projeto palpável de reconversão e proteção social antes que a área a caldo seja fechada e a bomba social exploda.
O encontro de amanhã no Mimit será, portanto, a primeira prova prática dessa capacidade de coordenação. Sindacati, istituzioni e imprese chegam à mesa com demandas explícitas: salvaguardare i posti di lavoro, pianificare la bonifica e attivare percorsi di transizione sostenibili. A expectativa local é de propostas concretas, não apenas promesse.