Zverev mira duplo objetivo: vencer os US Open e ameaçar o posto de número 1 de Sinner
Zverev busca o título dos US Open e mira o posto de número 1 da ATP, pressionando Jannik Sinner no fechamento da temporada.
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Zverev mira duplo objetivo: vencer os US Open e ameaçar o posto de número 1 de Sinner
A primeira das duas semifinais do torneio de simples masculino, que começa às 21h (horário italiano), coloca frente a frente Alexander Zverev e Karen Khachanov. Para o alemão, porém, a partida vale muito mais que um lugar na final: é a chance de consolidar uma temporada que o colocou num grupo seleto da Era Open e, possivelmente, de atacar o topo do ranking mundial.
Zverev já entrou no restrito clube dos nove jogadores que, na Era Open, conseguiram ao menos as semifinais em todos os quatro Grand Slams numa mesma temporada. Mas, além desse marco estatístico, pesa sobre ele a busca pelo primeiro título nos US Open. Em 2020, numa final disputada sem público devido às restrições da pandemia, foi derrotado por Dominic Thiem. Desde então, sua trajetória acumulou conquistas de peso: o título em Roland Garros em junho, a medalha de ouro olímpica em Tóquio e as vitórias nas ATP Finals de 2018 e 2021, em Turim.
Se erguer o troféu em Nova York, Zverev não só fecharia um ciclo esportivo de grande significado — somando Grand Slam de saibro, ouro olímpico e performances em finais de quadra dura — como também se colocaria em posição de ataque ao reinado de Jannik Sinner na ATP.
Com o forfait de Sinner nos US Open, o italiano perdeu os 1.300 pontos referentes à final do ano passado, mas continuará no topo na atualização da próxima segunda-feira, mantendo 11.500 pontos. No ranking virtual atual, Zverev aparece com 8.490 pontos; se vencer o torneio, subiria para 9.690, reduzindo a diferença para 1.810 pontos — um intervalo que pode ser ainda mais encurtado no restante da temporada.
Na chamada classificação por ano (a Race), o cenário é ainda mais favorável a uma investida imediata: caso vença a semifinal contra Khachanov, Zverev poderia igualar Sinner em 7.950 pontos e, numa eventual conquista do título, ultrapassá-lo. Para Sinner, a reta final da temporada reserva uma enorme folha de pontos a defender.
O contexto explica a tensão entre os números: em 2025, Sinner teve uma sequência notável, com títulos nos ATP 500 de Pequim e Viena, vitória no Masters 1000 de Paris e uma campanha irrepreensível nas ATP Finals — vencidas sem ceder sequer um set —, com o único contratempo sendo a desistência por cãibras em Xangai diante de Griekspoor. Ao todo, o italiano defende 3.350 pontos nesta fase da temporada, contra 1.080 de Zverev, o que torna o posto de número 1 um objetivo plausível para o alemão e não apenas um desejo.
Mais do que uma simples partida, o duelo contra Khachanov tem contornos simbólicos: representa a possibilidade de reescrever rumos pessoais e coletivos — para Zverev, a oportunidade de completar um palmarés variado e sólido; para o circuito, a chance de ver a alternância no topo da hierarquia do tênis masculino, algo que repercute em patrocínios, narrativa midiática e memória esportiva.
Às 21h, portanto, não será apenas a qualidade do saque ou a precisão do backhand que estarão em jogo, mas também o lugar de cada jogador na cronologia recente do tênis europeu e mundial.

