21 Estados dos EUA processam governo Trump por enfraquecer a proteção da fauna selvagem

21 estados dos EUA processam governo Trump por enfraquecer o Endangered Species Act e reduzir proteção a habitats e espécies em risco.

21 Estados dos EUA processam governo Trump por enfraquecer a proteção da fauna selvagem

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21 Estados dos EUA processam governo Trump por enfraquecer a proteção da fauna selvagem

Por Aurora Bellini, Espresso Italia — Em um movimento conjunto que busca iluminar novos caminhos na defesa da natureza, procuradores-gerais democratas de 20 estados e do Distrito de Columbia moveram duas ações judiciais contra a administração do presidente Trump, alegando que mudanças recentes nas regras federais enfraqueceram ilegalmente a proteção da fauna selvagem estabelecida pelo Endangered Species Act (lei de 1973).

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A legislação, promulgada pelo Congresso em 1973, é considerada um pilar para a preservação de espécies em risco nos Estados Unidos e já ajudou a recuperar ícones como a águia-careca, o condor-da-Califórnia, o urso grizzly e a megattera (baleia-jubarte). Segundo apuração da Espresso Italia, as ações foram apresentadas menos de dois meses após o Departamento do Interior e o Departamento do Comércio anunciarem novas normas que, para os estados autores, favorecem interesses econômicos em detrimento da conservação.

Uma das ações questiona a redefinição do conceito de “dano” previsto na lei. Historicamente, esse conceito incluía as interferências em habitats essenciais para a sobrevivência das espécies. A nova regra restringe o âmbito de “dano”, permitindo atividades como perfuração de petróleo e mineração nesses ambientes desde que não sejam dirigidas “imediata e intencionalmente” contra indivíduos específicos — mesmo que tais operações resultem em lesões ou mortes.

Na visão dos estados, trata-se de “um passo atrás de proporções desconcertantes” que pode abrir espaço para que interesses de construtoras e de empresas de combustíveis fósseis avancem sobre áreas sensíveis. Em termos práticos, projetos econômicos poderão ter menos obstáculos legais para ocupar áreas que, até então, eram protegidas por resistirem a impactos diretos sobre populações animais.

A segunda ação agrupa duas outras mudanças regulatórias. A primeira elimina proteções mais amplas para espécies categorizadas como “ameaçadas”, a menos que o U.S. Fish and Wildlife Service determine medidas específicas de proteção para cada espécie. A segunda norma exige que autoridades considerem as objeções e os potenciais encargos econômicos das empresas antes de designar determinadas áreas como “habitat crítico”.

Os estados afirmam que essas alterações minam a letra e o espírito da lei, bem como a vontade expressa do Congresso e de cidadãos que historicamente apoiaram a conservação. Para os autores das petições, a alteração abre um perigoso precedente: priorizar cálculos de custo-benefício econômicos em detrimento de medidas preventivas que evitam o declínio irreversível de populações animais.

Há, por trás desse embate jurídico, um debate mais amplo sobre como equilibrar desenvolvimento econômico e bem comum ambiental. Como curadora de progresso, vejo nesta mobilização uma semente de resistência cívica e um convite a semear inovação nas soluções de convivência entre infraestrutura e natureza. É um momento para iluminar escolhas públicas que deixem um legado positivo — um horizonte límpido onde política e ciência convergem para proteger o que é irrecuperável.

A Espresso Italia acompanhará os desdobramentos deste processo que promete testes judiciais sobre o alcance da proteção legal das espécies nos próximos anos.

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