Greve dos médicos de família nos dias 15 e 16 de setembro: mobilizações em várias cidades
Greve dos médicos de família em 15 e 16/09/2026; mobilizações em várias cidades contra acordo sobre Case della Comunità e por melhores condições.
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Greve dos médicos de família nos dias 15 e 16 de setembro: mobilizações em várias cidades
ROMA, 14 de setembro de 2026 — Por Alessandro Vittorio Romano
Os médicos de família ligados à convenzione anunciaram uma greve para os dias 15 e 16 de setembro de 2026, em protesto contra l'accordo stralcio sobre as Case della Comunità assinado em 23 de junho de 2026. A mobilização foi convocada pelo Sindacato medici italiani (SMI) e prevê manifestações e assembleias em diversas cidades, com atos programados para o dia 15 em Roma, Rieti, Milão, Palermo, Nápoles e Pescara.
Ao caminhar pelas ruas de uma cidade que respira saúde e cuidados, sinto o pulso dessa profissão — uma respiração coletiva que reivindica condições claras e seguras para acompanhar a vida das pessoas. Os motivos dessa paralisação estão centrados no debito orario nas Case della Comunità e na contrariedade ao ruolo unico em medicina geral. Em outras palavras, os clínicos protestam contra a organização das horas e contra mudanças que poderiam uniformizar funções sem atender à complexidade da prática de atenção primária.
As propostas apresentadas pelos médicos englobam pontos específicos: a istituzione del doppio canale com acesso voluntário à dependência, a ativação da scuola di specializzazione universitaria in medicina generale, a reintrodução da area della medicina dei servizi, o reforço dos quadros do 118 e o reconhecimento de proteções adequadas, como cobertura em casos de acidente e maternidade.
O SMI lançou um apelo à unidade, convidando todos os médicos — associados e não associados — a participarem de uma ação conjunta em defesa da profissão e da qualidade dell'assistenza sul territorio. Há, também, uma nota de satisfação manifestada pelo sindicato em relação à petição n.1451, promovida pela secretária-geral Pina Onotri, que solicita intervenções e medidas sobre os pontos que motivam a mobilização.
Como observador sensível dos ritmos do bem-estar, penso na greve como uma espécie de outono que revela a necessidade de podar práticas e políticas que não dão frutos. É um chamado para realinhar as estações da saúde pública: reforçar a base — as raízes do sistema assistencial — para que a árvore inteira possa florescer com segurança e proximidade.
As manifestações do dia 15 funcionarão como assembleias públicas e pontos de encontro para discutir propostas e pedir respostas das instituições. A greve e os atos são expressão de quem vive diariamente o diálogo direto com as comunidades, conhecendo as pequenas urgências e as grandes ausências do sistema.
Seguiremos atentos aos desdobramentos desta mobilização e às respostas institucionais. Enquanto isso, permanece a imagem da cidade como um organismo que respira ao ritmo dos seus cuidadores: quando eles param, o ar pede escuta e mudanças.

