Oncologistas pedem uso compassivo imediato do daraxonrasib para tumor de pâncreas

AIOM pede uso compassivo do daraxonrasib para tumor de pâncreas metastático após estudo RaSolute 302 mostrar dobro da sobrevida.

Oncologistas pedem uso compassivo imediato do daraxonrasib para tumor de pâncreas

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Oncologistas pedem uso compassivo imediato do daraxonrasib para tumor de pâncreas

Por Alessandro Vittorio Romano – Em meio à pressa silenciosa da cidade que busca respiração, surge um apelo que toca o pulso dos cuidados oncológicos: a AIOM (Associação Italiana de Oncologia Médica) pede que a farmacêutica Revolution Medicines inicie imediatamente um programa de uso compassivo para o medicamento daraxonrasib, destinado ao tumor de pâncreas metastático já tratado.

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Os resultados do estudo clínico RaSolute 302, apresentados em Chicago em junho, mostraram que a terapia alvo daraxonrasib é capaz de raddoppiare il tempo di sopravvivenza — ou seja, dobrar o tempo de sobrevida — em pacientes que já haviam sido submetidos a tratamentos anteriores. Em linguagem menos técnica e mais humana: diante de uma paisagem onde o prognóstico costuma ser um inverno longo, este avanço acende um sopro de primavera para quem luta contra a doença.

Segundo Massimo Di Maio, presidente da AIOM, "na Europa não foi aberto nenhum programa de uso compassivo e não há notícias de submissão do dossiê registratório junto à EMA", a agência reguladora europeia. O alerta ecoa com preocupação: oncologistas temem que decisões sobre precificação e negociações possam atrasar o acesso, num efeito dominó que transforma esperança em espera.

Há também um receio adicional ligado ao princípio citado pela administração americana sobre o sistema do preço da "nação mais favorecida". Em termos práticos, existe a inquietação de que regras de comparação internacional de preços possam condicionar a estratégia comercial da empresa, potencialmente atrasando a disponibilização do medicamento na Europa, inclusive na Itália, enquanto negociações e definições de preço se desenrolam.

Num país onde a negociação de custo final é parte do percurso até o acesso pleno, a AIOM pede que a indústria permita o uso compassivo — ou seja, oferecer o medicamento gratuitamente a pacientes elegíveis — antes mesmo de uma aprovação regulatória formal. É um pedido que não vem da frieza dos processos, mas da urgência vivida por famílias e médicos na beira do leito: cada mês conta como se fosse água na raiz de uma planta que precisa florescer.

Os oncologistas sublinham que, apesar do entusiasmo pelos dados do RaSolute 302, a ausência de um programa europeu de uso compassivo e a inexistência de sinais claros sobre uma submissão à EMA impedem que pacientes tenham acesso imediato a essa nova esperança terapêutica.

Como observador atento dos ritmos que ligam cidade, estação e saúde, vejo nesta cena a mesma dualidade que conhecemos nas estações: avanços científicos são como sementes lançadas ao solo — a promessa existe, mas precisa de um solo disponível para germinar. A solicitação da AIOM à Revolution Medicines é, portanto, um pedido para que se abra o terreno o quanto antes, permitindo que pacientes possam colher um pouco mais de tempo e qualidade de vida enquanto aguardam as deliberações regulatórias e os diálogos sobre preço.

Em suma: a comunidade médica italiana pede ação imediata — que o daraxonrasib chegue a quem precisa por meio de um programa de uso compassivo, enquanto se aguarda o caminho formal da aprovação pela EMA. É um apelo que conjuga ciência, compaixão e a pressa gentil de quem sabe que a espera tem custos reais.

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