Quinta onda de calor atinge o Sul da Itália: pico pode chegar a 45°C entre Sicília e Calábria

Quinta onda de calor atinge Sul e ilhas da Itália; pico de até 45°C previsto em 28 de agosto. Alertas em várias cidades e noites super-tropicais.

Quinta onda de calor atinge o Sul da Itália: pico pode chegar a 45°C entre Sicília e Calábria

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Quinta onda de calor atinge o Sul da Itália: pico pode chegar a 45°C entre Sicília e Calábria

Por Marco Severini — A quinta onda de calor da temporada retorna à Itália no fim de agosto, depois de uma breve pausa provocada por instabilidades que fizeram cair as temperaturas. As previsões indicam um episódio intenso, mas de curta duração: o calor extremo se concentrará entre 27 e 29 de agosto, atingindo seu ápice no dia 28.

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Tratando-se de um movimento decisivo no tabuleiro climático europeu, o calor será impulsionado por um forte anticiclone africano que transporta também grandes massas de areia do deserto, intensificando a sensação de abafamento. Espera-se que as térmicas ultrapassem em 8 a 10 graus os valores sazonais no Centro e no Sul do país.

O último boletim do ministério da Saúde já registrou, na quinta-feira, três cidades com bollino rosso: Bari, Palermo e Campobasso. Para sexta-feira a lista de alerta máximo se amplia: Bari, Cagliari, Campobasso, Catania, Latina, Messina, Palermo, Reggio Calabria e Roma estarão em vermelho. Em nível laranja figuram centros como Ancona, Cagliari, Catania, Firenze, Latina, Messina, Reggio Calabria, Rieti e Roma, conforme mapas de risco divulgados.

O ponto crítico da onda é previsto para sexta e sábado, com maior severidade no Sul, no Lazio e no médio Adriático. O dia 28 de agosto pode consagrar o pico térmico do verão de 2026: até 45°C na Sicília oriental e cerca de 44°C na Puglia. Áreas interiores da Calábria poderão registrar picos extremos de 45–46°C. A Sardenha também deverá alcançar máximas da ordem de 44°C, acompanhada por noites super-tropicais, quando as mínimas em planícies não cairão abaixo dos 25°C.

No Centro-Sul há previsões de 42°C em Foggia, 40°C em Isernia e entre 38–39°C em Roma. Em contrapartida, o Norte será poupado pela massa quente: em Milão as máximas poderão não chegar a 30°C, Turim ficará entre 27 e 28°C e a planície veneta deverá alcançar cerca de 34°C como máximo. A região noroeste, porém, enfrenta um cenário distinto, com avanços de uma fronteira instável que trará gradualmente temporais.

Para as regiões setentrionais, especialmente na sexta-feira, aguarda-se um agravamento com risco de nubifragi, granizo e rajadas fortes — um lembrete de que a tectônica dos climas pode redesenhar linhas de perigo em questão de horas. Um alívio e um recuo térmico geral são previstos já para o fim de semana, sobretudo no Centro-Sul.

O início de setembro deverá manter caráter estival, mas há indicação de nova instabilidade entre terça-feira 1º e quarta-feira 2, inicialmente ao Norte, com possível evolução para parte do Centro. O Sul, por ora, permanece sob domínio de temperaturas acima da média.

Do ponto de vista geopolítico e de gestão de risco, este episódio sublinha a fragilidade dos alicerces de proteção civil e de saúde pública diante de extremos climáticos cada vez mais frequentes. Como estrategista, olho para estas ondas de calor como movimentos numa partida complexa: é imperativo antecipar respostas e reforçar a resiliência urbana e sanitária onde o tabuleiro mostra-se mais vulnerável.

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