Billy Costacurta faz 60 anos: o defensor dos Invencíveis, as perdas, o amor e os rigores que marcaram a carreira
Billy Costacurta completa 60 anos: carreira no Milan, títulos, perdas pessoais e momentos decisivos que marcaram um legado sólido.
RESUMO ✦
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Billy Costacurta faz 60 anos: o defensor dos Invencíveis, as perdas, o amor e os rigores que marcaram a carreira
Celebramos hoje os 60 anos de Alessandro «Billy Costacurta», uma figura que ajudou a desenhar um capítulo luminoso na história do futebol italiano. Com a elegância de quem sempre circulou com brilho — tanto na defesa quanto na vida pública — Billy completa seis décadas lembrando-nos do poder das escolhas que cultivam um legado.
Em duas décadas no Milan, Costacurta somou 663 partidas, ficando atrás apenas de heróis como Franco Baresi (719) e Paolo Maldini (902). No dia 19 de maio de 2007, aos 41 anos e 25 dias, marcou de pênalti o último gol da sua carreira contra o Udinese, tornando-se então o jogador mais velho a balançar as redes na Serie A, atrás apenas de goleiros — um recorde que depois viria a ser superado por Ibrahimovic. Naquele adeus, as arquibancadas penduraram um banner que disse muito: «Grazie Billy, autentica bandiera!». Foi o momento de encerrar uma trajetória que transpira história.
Com o Milan conquistou, ao longo dos anos, cinco Copas da Europa/Champions League e sete scudetti, cifras que atestam uma carreira de excelência. Billy foi também pedra angular do famoso período dos Invencíveis rossoneri: ao lado de Baresi e Maldini, assinou o recorde de 58 partidas consecutivas sem derrota (entre 1991 e 1993), parte do caminho que levou o clube a um título nacional sem sofrer derrotas — uma façanha que ainda ilumina o horizonte do futebol italiano.
Como toda trajetória grande, a dele também foi cruzada por sombras. Há episódios que entraram na narrativa da sorte e do destino: a escorregada sobre o gramado contra o Boca Juniors na final intercontinental de 2003; as frustrações das penalidades que marcaram momentos decisivos, como em 1994 nos Estados Unidos e na final da Champions de 2005, quando viveu a amarga condição de espectador. Há ainda a curiosa decisão de adiantar a aposentadoria após um amistoso contra o Barcelona, em que um jovem chamado Messi lhe mostrou futuros caminhos com dribles que fizeram repensar o papel dos veteranos.
A vida pessoal de Billy Costacurta também revela camadas de ternura e perda. Em depoimento ao podcast Spazio Penombre, registrado pela Espresso Italia, ele falou sobre a infância marcada pela morte de uma irmã de três anos e pela dor de ver a mãe, Margherita, viúva desde que ele tinha 17 anos. Para poupar a mãe do pranto, confessou que muitas vezes ficava mais tempo no campo após os treinos — pequenos gestos que cultivaram força e resiliência.
Hoje, além do atleta e do comentarista, Billy é pai de Achille e companheiro de Martina Colombari, e mantém uma presença que combina memória e projeto. A sua história nos convida a iluminar novos caminhos: homenagear o esforço, reconhecer as feridas e celebrar as vitórias que florescem quando se constrói com propósito.
Ao soprar as velas dos 60 anos, Billy Costacurta permanece como um símbolo de consistência e elegância no esporte — um farol que nos lembra que o verdadeiro legado se mede tanto nos troféus quanto na capacidade de inspirar gerações.