Ezio Simonelli defende calendário da Serie A: 'Derby e final de tênis não foram problema'

Ezio Simonelli defende o calendário da Serie A e explica por que o derby e a final de tênis conviveram sem problemas. Entenda os motivos técnicos.

Ezio Simonelli defende calendário da Serie A: 'Derby e final de tênis não foram problema'

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Ezio Simonelli defende calendário da Serie A: 'Derby e final de tênis não foram problema'

Por Aurora Bellini — Em um momento em que o futebol italiano busca clareza e estabilidade, o presidente da Lega Serie A, Ezio Simonelli, acende uma luz sobre a organização dos eventos. Em entrevista exclusiva à Espresso Italia, Simonelli rebate as críticas pela sobreposição entre o derby Roma-Lazio e a final dos Internazionali de tênis, afirmando que a convivência dos dois acontecimentos foi tranquila e fruto de decisões técnicas.

O episódio ganhou manchetes e agitou as redes: houve, segundo alguns, um erro de programação por marcar o derby no mesmo dia da final de tênis em Roma. Para Simonelli, no entanto, “não há erro: os dois eventos coexistiram serenamente”. Ele explica que o calendário é montado com o apoio de um software avançado, utilizado também em outras grandes ligas, no qual são inseridos cerca de 400 restrições, não apenas desportivas, mas também territoriais e de segurança.

Sobre as Atp Finals em Turim, a solução foi antecipar o confronto Juve-Toro para o sábado. Em Roma, argumenta o presidente da Liga, a posição natural do derby seria a noite de domingo, mas um impedimento do poder público — o prefeito local havia proibido jogos noturnos por razões de segurança desde o primeiro confronto do ano — forçou a reorganização. Além disso, a Lazio vinha de uma final de Copa Itália, reduzindo as janelas possíveis. Assim, ficou estabelecido o horário das 12h30 do domingo, único disponível no calendário. A previsível convicência com a final de tênis às 17h foi considerada segura para o fluxo de público.

As críticas não ficaram apenas nos comentários esportivos. O presidente da Federação de Tênis, Angelo Binaghi, afirmou que a coincidência não poderia ser casual; já o presidente da Região Lazio, Francesco Rocca, pediu até a responsabilização dos gestores. Em resposta, Simonelli sugere que há uma busca por visibilidade às custas do futebol e convida aos críticos a conhecerem os detalhes técnicos do processo.

Também houve observações do treinador Maurizio Sarri, que falou em dificuldade de gestão do futebol italiano. Simonelli, com elegância firme, recorda que as janelas horárias são fortemente influenciadas pelas emissoras de televisão — principais financiadoras do sistema — e que decisões como jogar ao meio-dia também visam audiências estrangeiras, especialmente no Oriente, onde aquele horário capta mais espectadores.

“Organizar o calendário não é simples”, sintetiza Simonelli. A declaração da autoridade da Lega ilumina a complexidade por trás de uma agenda que precisa conciliar segurança, transporte, competições internacionais e receitas televisivas. É uma coreografia silenciosa: cada movimento pensado para manter a integridade do espetáculo e o equilíbrio do ecossistema esportivo.

Ao fim, a reflexão de quem lidera a entidade que regula o maior produto cultural e econômico do país é um convite a semear diálogo e soluções, não ruídos. Em vez de um confronto estéril entre modalidades, a proposta é tecer uma sinergia que respeite tanto a tradição do derby quanto o brilho dos torneios de tênis, iluminando caminhos que preservem o legado e o futuro do esporte italiano.