Itália brilha nos Giochi del Mediterraneo: 4 medalhas no padel entre prata e bronze
Itália domina pódios no padel dos Giochi del Mediterraneo: 4 medalhas (2 pratas, 2 bronzes) e partidas emocionantes em Taranto.
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Itália brilha nos Giochi del Mediterraneo: 4 medalhas no padel entre prata e bronze
Sob um céu que parecia abrir um horizonte límpido para o esporte, a seleção italiana de padel encerrou os Giochi del Mediterraneo em Taranto como a primeira nação em número de pódios: quatro medalhas no total — duas de prata e duas de bronze. O palco foi o Centrale do Parco del Mediterraneo, na zona de Salinella, onde a competição revelou partidas intensas, reviravoltas e a consolidação de um time que semeia futuro.
No duelo final do masculino, a dupla composta por Alvaro Montiel e Flavio Abbate disputou ponto a ponto até o detalhe, mas acabou derrotada pelos espanhóis David Gala e José Antonio Diestro por 7-6, 6-4. Em quadra, diante do presidente da Federação Internacional de Padel, Luigi Carraro, os italianos chegaram a anular dois set points no tiebreak do primeiro set; já no segundo, o break aos 4-4 definiu o triunfo ibérico.
Na final mista, a dupla italiana formada por Giulia Dal Pozzo e Marco Cassetta foi superada pelos irmãos portugueses Pedro e Sofia Araujo, por 6-2, 3-6, 6-3. O confronto foi uma narrativa de resistência: depois de ceder o primeiro set, a Itália reagiu com força no segundo, inflamando a torcida no Central, mas esbarrou na consistência dos Araujo no set decisivo.
O percurso até as medalhas confirmou a profundidade do elenco azzurro. No masculino, Abbate e Montiel, cabeça de chave número 1, seguiram com campanhas sólidas: bye na estreia, vitória categórica por 6-1, 6-0 sobre os albaneses Curri-Naska, e triunfo nos quartos contra os franceses Bastien Blanquet e Dylan Guichard. A semifinal foi um derby revelador, contra a dupla Cassetta–Simone Iacovino: após estar perdendo, a equipe número um reagiu, virou o jogo e fechou com autoridade, imprimindo a assinatura de sua resiliência — break, contra-break e gestão do público, elementos que definem sua identidade.
No misto, Cassetta teve um dia intenso, atuando em duas partidas cruciais. Pela manhã, ao lado de Iacovino, conquistou o bronze masculino diante do Portugal de Miguel e Nuno Deus (6-3, 5-7, 6-1). À tarde, ao formar parceria com Dal Pozzo, chegou à final depois de um caminho limpo: bye, 6-0, 6-0 sobre o Kosovo e 6-4, 6-1 na semifinal contra Guichard e Louise Bahurel. A batalha contra os Araujo mostrou a capacidade italiana de reabrir placares e mobilizar a torcida, mesmo sem colher o ouro.
Em comentários à redação da Espresso Italia, a treinadora-chefe Marcela Ferrari reconheceu a qualidade das seleções levadas ao torneio e celebrou o crescimento exibido. Flavio Abbate, lembrando o empenho da equipe, disse que "deram tudo" e que a decisão escapou por pequenos detalhes; Montiel dedicou a prata às famílias e a todos que acompanharam a campanha, ressaltando o orgulho pela maglia azzurra.
Embora o ouro não tenha vindo, o saldo é de esperança prática: quatro pódios demonstram profundidade e um presente promissor para o padel italiano. Foi um dia de partidas que iluminaram novos caminhos para o esporte no país, semeando confiança e apontando para um renascimento competitivo que alia técnica, coração e estratégia.
Com o Mediterrâneo como testemunha, a seleção italiana reafirmou sua vocação de construir legados — cada ponto disputado foi uma pequena obra de arte coletiva, tecida entre atletas, comissão técnica e uma torcida que não deixou de acreditar até o último golpe.

