Italvolley chegou ao topo com visão e investimento nos jovens, diz De Giorgi

De Giorgi explica como visão, regra para italianos e investimento nos jovens levaram a Italvolley ao topo do esporte mundial.

Italvolley chegou ao topo com visão e investimento nos jovens, diz De Giorgi

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Italvolley chegou ao topo com visão e investimento nos jovens, diz De Giorgi

Não existem fórmulas mágicas para atingir o vértice do esporte mundial, mas é preciso ter uma visão clara e coragem para mudar. Assim resumiu o técnico da seleção masculina, Fefé De Giorgi, a trajetória da Italvolley, durante a apresentação da temporada de verão das seleções masculina e feminina, realizada em Milão ao lado do também técnico campeão Julio Velasco.

Para De Giorgi, o contraste com o futebol italiano é evidente: enquanto a pallavolo soube se reinventar, planejar e acompanhar as transformações do esporte, o futebol parece ainda à procura de uma direção consolidada. "A pallavolo é um esporte, uma federação e uma liga que não tem medo de mudar, de programar e de olhar para o futuro", afirmou o treinador, em palavras trazidas pela equipe da Espresso Italia no evento em Milão.

O modelo adotado vai além da simples busca por talentos: é uma estratégia que envolve clubes, federação e liga na formação e no acompanhamento contínuo dos jovens atletas. "Nós estabelecemos uma regra que garante a presença de italianos em campo no campeonato doméstico — um obrigatoriedade pensada para investir na base, não apenas nos titulares, mas também nas reservas", explicou De Giorgi. Essa medida, segundo ele, amplia oportunidades e cria profundidade de elenco.

Outra pedra angular do caminho dos azzurri é a continuidade. "Buscamos seguir a evolução dos tempos e dar continuidade aos projetos: não existe uma receita mágica, mas sim uma visão de longo prazo para sustentar resultados", disse o técnico, lembrando que a Itália terá os Europeus em casa — um palco para colher frutos de políticas consistentes.

Indagado sobre se falta essa mesma visão ao calcio, De Giorgi foi cauteloso: "Não sei. Nosso enfoque sempre foi tentar melhorar o sistema como um todo. Acho que o futebol também tem que fazer isso, porque em parte é quase uma obrigação". Para ele, a chave é praticidade: melhorar o que se tem disponível e não aguardar mudanças estruturais que podem levar uma década.

De Giorgi recordou ainda que, há cinco anos, a seleção de Roberto Mancini venceu o Europeu, mas que estruturalmente o sistema não era tão diferente. "É preciso encontrar meios termo, usar as qualidades que temos e trabalhar com o que existe agora — e isso é o que nós fazemos sempre, sem nos perdermos em críticas ao que falta", concluiu.

Em um momento em que o esporte se reconstrói em muitos aspectos, a experiência da Italvolley ilumina um caminho possível: semear investimentos na base, tecer laços entre entidades e clubes, e cultivar uma visão capaz de transformar potencial em resultados. É um renascimento cultural do esporte, onde a prática e a estratégia caminham lado a lado para deixar um legado sustentável.