Jannik Sinner faz história em Roma: vence Internazionali e quebra recordes nos Masters 1000
Jannik Sinner vence os Internazionali di Roma, quebra recordes nos Masters 1000 e soma 14.350 pontos no ranking ATP.
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Jannik Sinner faz história em Roma: vence Internazionali e quebra recordes nos Masters 1000
Espresso Italia — Em uma noite que acendeu novos horizontes para o tênis italiano, Jannik Sinner voltou a iluminar o Foro Italico e conquistou os Internazionali di Roma, trazendo ao país um troféu que não se via há cinco décadas desde Adriano Panatta.
Num duelo tenso e interrompido pela chuva, Sinner derrotou Daniil Medvedev por 6-2, 5-7, 6-4 — uma partida iniciada na sexta-feira à noite e retomada após a suspensão, quando estava 4-2 no terceiro set. Com essa vitória, o número 1 do mundo consolidou uma sequência impressionante e múltiplos marcos no circuito.
O triunfo elevou para 33 a sua série de vitórias consecutivas nos Masters 1000, superando a marca anterior de Novak Djokovic (31), ação que já havia começado a ser celebrada desde a vitória sobre Rublev, dias antes. Sinner é hoje uma presença singular na história da modalidade: venceu os quatro primeiros torneios do calendário do ano — Indian Wells, Miami, Montecarlo e Madrid — e é o único jogador a conquistar cinco títulos consecutivos em nível Masters 1000. Ao fechar Roma, adicionou ainda o que a imprensa esportiva chama de seu sexto Masters 1000 seguido, ampliando uma escalada de feitos raros.
Além disso, o italiano acumula 37 sets vencidos em sequência e mantém a invencibilidade ao completar o Sunshine Double (Indian Wells e Miami) sem ceder um único set — detalhes que desenham uma temporada de brilho contínuo, quase como um farol a orientar novos caminhos para o tênis contemporâneo.
No ranking ATP, Sinner alcança a marca de 14.350 pontos, tornando-se apenas o quarto jogador na história a exceder os 14 mil pontos, ao lado dos gigantes Djokovic, Federer e Nadal. É uma cifra extraordinária, mesmo levando em conta que as épocas dos chamados Big Three tinham calendários diferentes; e se ele confirmar vitórias também em Roland Garros, subiria ainda mais, potencialmente superando Nadal no pódio.
Seu palmarés agora enumera 28 títulos do circuito maior: 4 Grand Slams, 9 Masters 1000, 2 ATP Finals, 7 ATP 500, 6 ATP 250 e 2 Copas Davis, somando 15 Big Titles na carreira. Sinner entrou em um seleto clube — junto a Federer e Djokovic — ao conquistar todos os nove grandes torneios em piso duro do circuito desde 2009: dois Slams, seis Masters 1000 e as ATP Finals. Também tornou-se o segundo tenista na história a completar o Career Golden Masters, vencendo todos os nove Masters 1000, depois de Djokovic.
Ao erguer o troféu no Foro Italico, Sinner tornou-se o primeiro campeão italiano em Roma após 50 anos, um eco do triunfo de Adriano Panatta sobre Guillermo Vilas em 1976 (2–6, 7–6(5), 6–2, 7–6(1)). Mais do que estatísticas, essa conquista semeia um renascimento cultural para o esporte nacional: é a confirmação de um talento que transforma constância em legado, e de uma geração que ilumina novos caminhos para o tênis italiano.
Enquanto celebramos, seguimos atentos ao horizonte — Roland Garros se aproxima, e com ele a possibilidade de novas páginas escritas com luz e trabalho. Para Sinner, a temporada já é um mosaico de superação e precisão; para o tênis, é um renascimento promissor.