Pogacar vence em solitária a Liegi-Bastogne-Liegi pela 4ª vez e ilumina a Doyenne

Tadej Pogacar vence a Liegi-Bastogne-Liegi em solitária pela 4ª vez; ataque decisivo em La Redoute e definição na Roche aux Faucons.

Pogacar vence em solitária a Liegi-Bastogne-Liegi pela 4ª vez e ilumina a Doyenne

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Pogacar vence em solitária a Liegi-Bastogne-Liegi pela 4ª vez e ilumina a Doyenne

Por Aurora Bellini, Espresso Italia — Em uma demonstração de classe e leitura de corrida digna de um campeão, Tadej Pogacar voltou a dominar a clássica belga e conquistou a 112ª edição da Liegi-Bastogne-Liegi em vitória solitária. É o quarto triunfo do esloveno na prova e o terceiro consecutivo, consolidando ainda mais seu legado entre os grandes da história.

A prova teve capítulos ásperos e luminosos. Após a frustração da Paris–Roubaix, Pogacar encontrou na Doyenne um palco para semear sua ofensividade. A corrida foi incendiada desde os primeiros quilômetros por uma queda que fraturou o pelotão, deixando a UAE Team Emirates momentaneamente atrás, enquanto a dupla Remco Evenepoel–Bernal e a sua formação forçavam o ritmo, tentando colocar o esloveno em dificuldade.

Dois fugidos chegaram a abrir vantagem e acenderam esperanças de uma afronta longa, mas o grupo alcançou a situação de novo a cerca de 100 km do fim, na Côte de Stockeuil. A grande fagulha decisiva, no entanto, veio em La Redoute: foi ali que Pogacar atacou com autoridade e só o jovem francês Paul Seixas conseguiu seguir o passo do campeão do mundo.

Enquanto o pelotão, conduzido por Evenepoel, tentava recuperar terreno permanecendo a cerca de 40 segundos, a dupla da frente teceu uma parceria tática e seguiu unida até a aproximação final. O momento derradeiro aconteceu na Côte de la Roche aux Faucons: a 500 metros do topo, o esforço cobrado ao rival foi demasiado para Seixas, que cedeu e viu Pogacar seguir sozinho rumo ao triunfo.

Com pedaladas precisas e um timing impressionante, Tadej Pogacar cruzou a linha em solitário, assinando mais uma página do seu domínio nas clássicas monumento. A vitória representa mais do que um resultado: é um lampejo de consistência, inteligência tática e resistência, valores que iluminam novos caminhos no ciclismo contemporâneo.

Remco Evenepoel completou o pódio em terceiro, enquanto Paul Seixas fechou em segundo, pagando o preço do grande esforço do fim. Para a equipe e para os fãs, esta Liegi-Bastogne-Liegi ficará marcada como um encontro entre juventude ambiciosa e a experiência irretocável de um campeão que soube cultivar seu terreno.

Em termos de legado, Pogacar amplia sua coleção na Doyenne: conquista a prova pela quarta vez e pela terceira vez seguida, um feito que costura seu nome ao tecido histórico das grandes clássicas. A corrida mostrou, mais uma vez, como decisões corajosas em pontos-chave — La Redoute e Roche aux Faucons — podem iluminar o destino de uma prova.

No horizonte límpido do ciclismo, esta vitória é também um convite ao renascimento cultural das clássicas: atletas que semeiam inovação, equipes que constroem coletivamente e uma narrativa que celebra o mérito. Espresso Italia seguiu a prova com olhar atento e traz esse relato para quem procura entender não apenas o resultado, mas o significado esportivo e humano por trás dele.