Regras da FIFA para a Copa 2026: substituições mais rápidas, VAR ampliado e contagem regressiva contra perdas de tempo

IFAB aprova regras para a Copa 2026: substituições em 10s, VAR para segundos amarelos e contagem regressiva contra perdas de tempo.

Regras da FIFA para a Copa 2026: substituições mais rápidas, VAR ampliado e contagem regressiva contra perdas de tempo

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Regras da FIFA para a Copa 2026: substituições mais rápidas, VAR ampliado e contagem regressiva contra perdas de tempo

Por Aurora Bellini, Espresso Italia — O IFAB aprovou no fim de fevereiro um pacote de medidas que busca acelerar o ritmo das partidas e conter as clássicas perdas de tempo. As alterações já estarão em vigor na Copa do Mundo de 2026, que começa em 11 de junho, e prometem iluminar novos caminhos para um jogo mais fluido e justo.

Uma das novidades mais visíveis será a introdução de uma contagem regressiva visual de cinco segundos para as rimesse laterali (lançamentos laterais) e para os rinvii dal fondo (tiros de meta). Se o árbitro entender que o lance está sendo retardado de forma deliberada, ele poderá ativar o cronômetro: esgotado o tempo, a posse será dada ao adversário — no caso do lançamento lateral — ou será marcado um escanteio em favor do time oposto no caso do tiro de meta atrasado. A medida amplia a regra já testada no ano anterior para desencorajar os goleiros a segurar a bola por tempo excessivo.

Outro ponto central é a aceleração das substituições. O jogador substituído terá apenas 10 segundos para deixar o campo após o sinal do bandeirolista ou do árbitro. Se esse prazo não for respeitado, o atleta que entra terá de aguardar a próxima paralisação para participar do jogo — enquanto o jogador que deveria ter saído ficará obrigado a deixar imediatamente o gramado, criando uma temporária inferioridade numérica para sua equipe.

Para coibir simulações e estratégias de demora por lesões, quem for avaliado em campo ou provocar uma interrupção por suposto problema físico terá de sair ao reinício da partida e permanecer fora por, pelo menos, um minuto. É uma tentativa prática de semear inovação no protocolo médico, reduzindo abusos sem comprometer a segurança do atleta.

O uso do VAR também foi ampliado em três situações específicas: revisão de expulsões decorrentes de um segundo cartão amarelo que tenha sido aplicado por erro claro; correção de identificação equivocada de um jogador; e intervenções quando um escanteio tenha sido assinalado por erro evidente. Essas mudanças respondem a falhas recentes que afetaram resultados decisivos e visam restaurar a clareza e a justiça no jogo.

Além disso, o protocolo de reinício de jogo foi clarificado: a posse em situações interrompidas será atribuída ao time que manteria a bola caso o jogo não tivesse sido paralisado; penaltis com toques acidentais duplos deverão ser repetidos; e, em caso de discussões com a arbitragem, apenas o capitão poderá se aproximar do árbitro — os demais jogadores ficam sujeitos a advertência.

Por fim, o IFAB lançou uma consulta pública sobre procedimentos para jogadores que abandonam o campo como forma de protesto. A intenção é acompanhar o jogo — e a sociedade que o converte em espetáculo — com critérios que preservem a integridade competitiva e o respeito mútuo.

Essas medidas representam mais do que ajustes técnicos: são gestos de cuidado com a beleza do futebol, uma tentativa de tecer laços sociais entre o espetáculo e a verdade do resultado, iluminando um horizonte mais límpido para torcedores, atletas e dirigentes.