Roland Garros 2026: Fonseca elimina Djokovic e, com Jodar e Mensik, acende a nova geração
Fonseca vira sobre Djokovic; Jodar e Mensik avançam em Roland Garros e representam a nova geração que brilha em Paris.
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Roland Garros 2026: Fonseca elimina Djokovic e, com Jodar e Mensik, acende a nova geração
Espresso Italia — Sem Jannik Sinner em disputa e com Carlos Alcaraz afastado por lesão, o horizonte do Roland Garros se ilumina para uma nova geração. Três nomes se destacam como possíveis catalisadores dessa renovação: João Fonseca, Rafael Jodar e Jakub Mensik.
O maior choque da rodada veio no palco sublime do Philippe-Chatrier, quando o jovem brasileiro de 19 anos João Fonseca realizou uma das viradas mais memoráveis dos últimos anos. Em uma batalha de quase cinco horas, Fonseca saiu de um deficit de dois sets para cima e derrotou Novak Djokovic por 4-6, 4-6, 6-3, 7-5, 7-5, após 4h57 de confronto. No quarto set, o sul-americano salvou duas bolas de break em 4-3 — momentos de luz e resistência que o conduziram ao quinto set decisivo.
Além do triunfo ser o maior da carreira do brasileiro, a vitória entra para a história: Fonseca é apenas o segundo tenista a vencer Djokovic depois de estar perdendo por 0-2 em Paris, repetindo um feito que só Jurgen Melzer havia alcançado em 2010. A campanha de Djokovic por um 25º Grand Slam esfuma-se, enquanto Fonseca avança à segunda semana e aguarda o vencedor do confronto entre Casper Ruud e Tommy Paul.
Também brilhando pela consistência emocional, o madrilenho de 19 anos Rafael Jodar segue firme em sua estreia no torneio. Cabeça de chave nº 27, Jodar superou Alex Michelsen em cinco sets — 7-6(2), 6-7(5), 4-6, 6-3, 6-3 — numa partida de 4h17. O espanhol agora disputa uma vaga nos quartas num clássico nacional contra Pablo Carreño Busta, que avançou ao vencer o argentino Thiago Agustín Tirante por 7-6(0), 7-5, 3-6, 6-4.
Completa o trio de jovens que vem iluminando Paris o tcheco Jakub Mensik, 20 anos. Depois de um início duro e um 6-0 no primeiro set, Mensik elevou seu jogo e reverteu o confronto contra o australiano cabeça de chave nº 8, Alex de Minaur, com parciais de 6-2, 6-2, 6-3. Vale lembrar que o tcheco vinha de um duelo extenuante de 4h40 contra Miguel Ángel Navone, prova de sua resistência física e mental. Nos oitavos, Mensik terá pela frente o russo Andrey Rublev, que escapou de três sets equilibrados contra o português Nuno Borges — 7-5, 7-6(2), 7-6(2).
Ao olhar para essa nova constelação, é possível sentir o nascer de um ciclo que promete renovar o tênis em Paris. Não se trata apenas de resultados; é o brilho de trajetórias que se encontram com coragem, estratégia e coração. Em quadras de terra batida, onde cada ponto pede paciência e luz própria, Fonseca, Jodar e Mensik acendem caminhos que podem redesenhar o mapa do torneio.
Enquanto a noite envolve o Philippe-Chatrier e as luzes vão se apagando, permanecem acesas as narrativas de superação e de renovação. Como curadora de progresso, vejo nesses jovens mais do que promessas: vejo sementes de um legado que pode florescer em Paris, pouco a pouco, como jardins que se abrem ao sol.
Por Aurora Bellini, Espresso Italia.