Tar rejeita projeto do Stadio/Clinica em Terni; Ternana é alvo de busca da Guardia di Finanza
TAR rejeita o projeto Stadio/Clinica em Terni; Guardia di Finanza realiza buscas na sede da Ternana. Investigação segue rumo ao Consiglio di Stato.
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Tar rejeita projeto do Stadio/Clinica em Terni; Ternana é alvo de busca da Guardia di Finanza
Por Aurora Bellini, Espresso Italia — Os juízes administrativos do TAR da Úmbria rejeitaram — por ora — o projeto de reconstrução que previa a criação do complexo Stadio/Clinica em Terni, mas a disputa jurídica entre o clube e a Regione Umbria segue aberta e poderá chegar ao Consiglio di Stato. Em paralelo, a sede da Ternana foi alvo de diligências realizadas pela Guardia di Finanza, a pedido da procura de Terni, que recolheu documentos como parte de uma investigação em curso.
Segundo apuração da Espresso Italia, a investigação teve início a partir de denúncias feitas pela família Rizzo. No centro do inquérito está o período compreendido entre junho de 2024 e setembro de 2025, antes da assunção do controle do clube por Claudia Rizzo, atual proprietária. Especial atenção recai sobre o intervalo entre 15 de junho e 15 de setembro, quando a sociedade figurava formalmente administrada por gestores anteriores que, na prática, teriam sido esvaziados de poderes após concederem procurações que favoreceriam pessoas próximas a Massimo Ferrero.
Estão indiciados, entre outros, o ex-superconsultor ligado ao clube — com trajetória que inclui a presidência da Sampdoria — e a ex-administradora única Tiziana Pucci. Para esses nomes a promotoria aponta suspeita de infidelidade patrimonial, crime que, segundo a legislação, ocorre quando dirigentes provocam intencionalmente dano patrimonial à sociedade para obter vantagem indevida, punível com pena de reclusão que varia entre seis meses e três anos.
O projeto de demolição e reconstrução do Estádio Edmondo Liberati despertou interesse político e econômico na região, porém a Direção de Saúde e Bem-Estar da Regione Umbria vinha se opondo, há meses, à autorização para a inclusão de uma unidade clínica no interior do complexo. Foi essa controvérsia que levou o caso ao TAR da região.
Na decisão proferida em 24 de março, os magistrados consideraram inadmissíveis os recursos apresentados pela Ternana Calcio e pela Ternana Women Srl, e anularam o ato municipal contestado pela região. Ainda assim, o despacho não fecha definitivamente a porta ao projeto: os juízes indicaram que o parecer da Direção Regional de Saúde pode ser interpretado como observações condicionais — e não como um veto expresso — o que abre margem para nova avaliação pelo Consiglio di Stato.
Além disso, os administrativos notaram que o parecer regional teria deixado de analisar a compatibilidade do empreendimento com os reais fabbisogni (necessidades) do território — elemento-chave para a autorização de estruturas sanitárias. Também foi apontado que o parecer se referiu a pontos que não integravam a pauta formal da conferência de serviços, o que pode fragilizar sua legitimidade.
Neste cenário, a operação da Guardia di Finanza na sede do clube surge como mais um movimento num tabuleiro que mistura urbanismo, saúde pública e governança corporativa. A investigação e o litígio administrativo prometem ainda capítulos, e o horizonte jurídico permanece aberto — aguardando a próxima luz que o Consiglio di Stato possa lançar sobre o caso.
Enquanto isso, a cidade de Terni observa com atenção. É um momento para semear transparência e cultivar soluções que iluminem caminhos sustentáveis entre o esporte, o patrimônio público e o serviço de saúde — valores que, quando bem alinhados, podem propiciar um renascimento urbano verdadeiramente produtivo.